Em meio a desastre no Texas, brasileira conta que ainda não tem água potável

A passagem da tempestade de inverno congelou os canos e a população enfrentou cinco dias de blackout nos serviços de energia; há ao menos 50 mortos

Produzido por Layane Serrano, da CNN São Paulo
20 de fevereiro de 2021 às 15:59 | Atualizado 20 de fevereiro de 2021 às 16:52

 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aprovou neste sábado (20) a declaração de desastre do Texas. Com isso, o governo libera uma ajuda federal aos afetados pela onda de frio no estado. As baixas temperaturas deixaram pelo menos 50 mortos no país. Metade da população do Texas, cerca de 15 milhões de pessoas, está sem água. A passagem da tempestade de inverno congelou os canos e a população enfrentou cinco dias de blackout nos serviços de energia.

 

Em entrevista para à CNN, a estudante brasileira Mila Aquino, que mora no Texas (EUA), contou que já está com energia em sua residência e tem acesso à água, porém não é potável. “A gente está em um estado de alerta de que temos que ferver a água para qualquer tipo de uso”, afirma.

A nevasca começou entre domingo (14) e segunda-feira (15). A brasileira disse que estava animada em poder ver a neve atípica no Texas, até que por volta das 16h de segunda ela começou a questionar a intensidade da nevasca. “É uma coisa que ninguém estava esperando, e a sensação térmica era de -17º. Foi aí que a gente começou a ficar mais preocupado. Logo em seguida começou a avalanche de problemas: falta de água, falta de luz, nenhum supermercado aberto, foi complicado”, diz.

 

Para pedir ajuda, as pessoas que não têm comida e água podem pedir um requerimento e ter acesso a unidades específicas de apoio. Além disso, o governo vai passar a oferecer um auxílio em dinheiro para a população. "Financeiramente, nós temos recebido um estímulo do governo, desde o ex-presidente Trump e agora também com Biden estamos para receber. Hoje que ficamos sabendo disso, que estamos em estado de alerta e vamos receber. Acho que a partir de amanhã (21) vamos ver este retorno, esta ajuda vindo dele”, diz.

Estudante brasileira Mila Aquino, que mora no Texas (EUA), em entrevista à CNN
Foto: Reprodução