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    COP27

    Governadores da Amazônia vão propor aliança a Lula na COP27

    Consórcio Interestadual da Amazônia Legal vai entregar carta ao presidente eleito com reivindicações e propostas para proteger a floresta

    Fachada do centro de convenções da COP27, no Egito
    Fachada do centro de convenções da COP27, no Egito 9/11/2022Emilie Madi/Reuters

    Américo MartinsMathias Broteroda CNN

    Sharm el-Sheik, no Egito

    Pelo menos cinco governadores dos estados que compõem a região da Amazônia Legal vão entregar uma carta ao presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na COP27, propondo uma aliança com o governo federal para a preservação da floresta.

    Os governadores vão se encontrar com Lula nesta quarta-feira (16), no estande que o consórcio montou no espaço da Cúpula do Clima da ONU, em Sharm el-Sheik, no Egito.

    A carta ainda está sendo negociada entre os governadores e terá que incorporar pontos específicos que satisfaçam minimamente os interesses políticos e econômicos de cada estado.

    As diferenças entre essas posições ficaram claras nesta segunda-feira (14) durante um encontro na COP27 com as presenças dos governadores do Acre, Gladson Cameli; do Mato Grosso, Mauro Mendes; do Pará, Helder Barbalho; do Tocantins, Wanderlei Barbosa; e de Rondônia, Marcos Rocha.

    Barbalho, que está liderando o grupo temporariamente na COP27 devido à ausência de Waldez Góes, governador do Amapá e presidente do consórcio, foi o mais enfático na defesa de uma aliança com as políticas ambientais de Lula.

    Segundo ele, o ponto fundamental do encontro com o presidente eleito será deixar claro que “os estados serão aliados do governo federal na agenda de desenvolvimento sustentável e social e que devem adotar uma pauta deve ser de comprometimento com a redução das emissões, com soluções econômicas para a Amazônia e o Brasil”.

    Um dos primeiros nomes a convidar Lula para participar da COP27, o governador do Pará disse que a presença do presidente eleito coloca o país em uma posição de protagonismo.

    Um patamar de protagonismo positivo, reinserindo o Brasil no centro dessas discussões. Compreendo que o diálogo com o governo federal será um facilitador para que possamos unir esforços em torno da agenda que reciprocamente e coletivamente vamos construir

    disse Helder

    O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, que apoiou o presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral, foi bem mais reservado nas observações sobre Lula, preferindo dar destaque a mensagens para outros países.

    Respondendo a uma pergunta da CNN Brasil, Mendes disse que carta ao presidente eleito vai falar da importância da Amazônia para o país e para o mundo num “tom diferente”.

    “Queremos discutir a Amazônia num tom de respeito ao nosso país, para discutir o pagamento de serviços ambientais e a valorização da floresta. Precisamos garantir o respeito à Amazônia e a todos os que vivem lá.

    Preservar a floresta nós queremos, mas também queremos que o povo da Amazônia possa ter direito de continuar crescendo e se desenvolvendo”, afirmou.

    O governador de Mato Grosso também reclamou do comportamento de certos países que pressionam o Brasil para acabar com o desmatamento.

    Nós queremos ser tratados com respeito. (É preciso que os países) parem de nos ameaçar com embargos, o que é uma grande balela. Sem o Brasil como um player mundial, o preço dos alimentos dobraria

    disse o governador do Mato Grosso

    Mendes disse que o Brasil precisa ser respeitado pelos grandes ativos que o país possui, entre eles a própria floresta amazônica.