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    Novas rotas de drones “limitam” coleta de informações sobre guerra, diz autoridade dos EUA

    Depois que jato russo colidiu com drone americano, voos de vigilância passaram a ser mais ao sul e a uma altitude mais alta sobre o Mar Negro

    Um rebocador de aeronaves TowFLEXX TF3 puxa um MQ-9 Reaper ao longo de uma pista no Marine Corps Air Ground Combat Command Center, Twentynine Palms, Califórnia, em 16 de fevereiro.
    Um rebocador de aeronaves TowFLEXX TF3 puxa um MQ-9 Reaper ao longo de uma pista no Marine Corps Air Ground Combat Command Center, Twentynine Palms, Califórnia, em 16 de fevereiro. Staff Sgt. Kristin West/US Air Force

    Jim Sciuttoda CNN*

    A decisão dos Estados Unidos de voar seus drones de vigilância mais ao sul sobre o Mar Negro depois que um jato russo colidiu com um drone americano em março “definitivamente limita nossa capacidade de coletar informações” relacionadas à guerra da Ucrânia, disse um oficial militar do alto escalão dos EUA à CNN.

    Voar drones a distâncias maiores reduz a qualidade da inteligência que eles podem coletar, explicou um oficial militar dos EUA, observando que os satélites espiões podem compensar até certo ponto, mas têm tempos mais curtos sobre os alvos, reduzindo novamente a eficácia em relação aos drones de vigilância.

    Depois que o jato russo colidiu com um drone Reaper dos EUA no início deste mês, os EUA começaram a voar seus drones de vigilância mais ao sul e a uma altitude mais alta sobre o Mar Negro do que anteriormente, colocando-os mais longe do espaço aéreo ao redor da península da Criméia e porções orientais do Mar Negro.

    Quando a CNN noticiou essa mudança pela primeira vez, uma autoridade dos EUA disse que as novas rotas faziam parte de um esforço “para evitar ser muito provocativo”, já que o governo Biden continua tomando cuidado para evitar qualquer incidente que possa se transformar em um conflito direto com as forças russas. O responsável disse que os voos dos drones vão continuar assim “por enquanto”, mas acrescentou que já existe “apetite” para regressar às rotas mais próximas do território controlado pela Rússia.

    Questionado sobre o impacto das novas rotas na coleta de informações, o porta-voz do Pentágono, o General Brigadeiro Patrick Ryder disse à CNN: “Não vamos discutir missões, rotas ou tempo de operações. Também não vamos discutir operações de inteligência, apenas dizer que mantemos uma capacidade ISR robusta na região e além”.

    Após a colisão com o drone americano MQ-9 Reaper em 14 de março, as autoridades americanas disseram repetidamente que os EUA continuariam a voar no espaço aéreo internacional. No entanto, as novas rotas colocam esses voos a mais de 40 milhas náuticas da costa ucraniana, em vez das 12 milhas náuticas normalmente reconhecidas como o limite do espaço aéreo de um país.

    De acordo com o oficial militar do alto escalão dos EUA, existe a preocupação de que, uma vez que os EUA mudem suas rotas de voo para áreas mais próximas da costa da Ucrânia, será mais difícil retornar a elas e afirmar a liberdade de voo para aeronaves americanas. A Marinha dos EUA não navega no Mar Negro desde dezembro de 2021.

    A derrubada do drone marcou a primeira vez que aeronaves militares russas e americanas entraram em contato físico direto desde que Moscou lançou sua invasão à Ucrânia.

    O secretário de Defesa, Lloyd Austin, disse após o incidente que os EUA “continuariam a voar e a operar onde quer que a lei internacional permitisse”.

    *Com informações de Oren Liebermann, da CNN.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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