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    Putin segue tendo diálogos diplomáticos após sanções, diz cientista

    Rússia sofreu sanções de vários países, como dos Estados Unidos e de membros da União Europeia, mas mantém relações diplomáticas com líderes pelo mundo

    Douglas PortoLayane Serranoda CNN

    em São Paulo

    O cientista político e pesquisador da Universidade de Harvard Hussein Kalout declarou, nesta sexta-feira (4), em entrevista à CNN, que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pode ter perdido a guerra na Ucrânia em termos internacionais, pelas sanções aplicadas ao país, mas continua mantendo diálogos diplomáticos com importantes autoridades.

    Kalout cita o presidente da China Xi Jinping, o da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.

    “Putin perdeu politicamente em termos internacionais. Mas ele segue tendo navegabilidade diplomática, estando em contato com líderes importantes e players globais, como os presidentes da China e França, o primeiro-ministro de Israel, e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita”, explicou Kalout.

    “Isso demonstra a capacidade da Rússia no plano bilateral de seguir conectada com atores vitais”, continuou.

    Para Kalout, as sanções afetaram a Rússia, e podem demolir a economia do país. “O Putin não esperava que as sanções fossem tão robustas e impostas em curto espaço de tempo”.

    Os bancos russos selecionados foram excluídos, em 26 de fevereiro, do sistema global de pagamentos, o Swift. A medida foi realizada por líderes da Comissão Europeia, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos.

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou, na terça-feira (1º), em seu primeiro discurso de Estado da União, o fechamento do espaço aéreo do país para a Rússia.

    O Departamento de Tesouro dos EUA, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), proibiu, na segunda-feira (28), que cidadãos norte-americanos se envolvam em transações com o Banco Central, o Fundo Nacional de Riqueza e o Ministério das Finanças da Rússia.

    Ainda foram impostas sanções e bloqueios ao Fundo de Investimento Direto russo e ao seu CEO Kirill Dmitriev.

    Além disso, outras punições foram impostas ao país. Algumas se estendem a Belarus, aliada de Putin. Confira:

    • Limitar a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares, euros, libras e ienes;
    • Limitar capacidade de financiar e aumentar as forças armadas russas;
    • Prejudicar sua capacidade de competir na economia de alta tecnologia do século 21;
    • Sanções contra bancos russos que juntos detêm cerca de US$ 1 trilhão em ativos;
    • Cortar a maior instituição financeira da Rússia, o Sberbank, e 25 de suas subsidiárias do sistema financeiro dos EUA. O Sberbank detém quase um terço dos ativos gerais do setor bancário russo;
    • “Sanções de bloqueio total” contra o VTB Bank, segundo maior banco da Rússia, e 20 de suas subsidiárias;
    • “Sanções de bloqueio total” contra três outros grandes bancos russos: Bank Otkritie, Sovcombank OJSC e Novikombank;
    • Cortar 13 grandes empresas estatais de levantar dinheiro do mercado dos EUA. A lista inclui: Sberbank, AlfaBank, Credit Bank of Moscow, Gazprombank, Russian Agricultural Bank, Gazprom, Gazprom Neft, Transneft, Rostelecom, RusHydro, Alrosa, Sovcomflot e Russian Railways;
    • Sanções às elites russas e familiares. A lista: Sergei Ivanov (e seu filho, Sergei), Andrey Patrushev (e seu filho Nikolai), Igor Sechin (e seu filho Ivan), Andrey Puchkov, Yuriy Solviev (e duas empresas imobiliárias que ele possui), Galina Ulyutina e Alexandre Vedyakhin;
    • Sanções a 24 pessoas e empresas bielorrussas. Isso inclui “dois importantes bancos estatais bielorrussos, nove empresas de defesa e sete autoridades e elites ligadas ao regime”

    (*Com informações de Tiago Tortella, da CNN)