Nova testemunha da morte de congolês deve ser ouvida nesta quinta-feira

Em novo depoimento, família de Moise Kabagambe reafirmou que ele foi morto após cobrar dívida em quiosque onde prestou serviços

Moïse Kabamgabe, de 24 anos, foi agredido e morto com golpes de barra de madeira em um quiosque na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio
Moïse Kabamgabe, de 24 anos, foi agredido e morto com golpes de barra de madeira em um quiosque na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio Reprodução/Arquivo Pessoal

Rafaela CascardoBeatriz Puenteda CNN

no Rio de Janeiro

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deve ouvir nesta quinta-feira (3) o dono do quiosque onde o congolês Moïse Kabagambe estaria trabalhando antes de ser morto, na semana passada, na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital.

Até esta quarta-feira, nove pessoas prestaram depoimento, incluindo os três agressores que foram presos nesta terça-feira (1). Segundo eles, a irmã do dono do estabelecimento seria sócia do quiosque e estaria presente no momento do crime.

O dono do quiosque ao lado, onde a vítima foi morta, já falou com a Polícia. Os investigadores descartam a participação dele no crime.

Um dos funcionários do estabelecimento, que não participou das agressões, afirmou à Polícia que a briga começou porque Moïse tentava pegar bebidas do quiosque e ameaçou o homem após ser flagrado.

O funcionário disse ainda que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado quando os agressores perceberam que Moïse estava gravemente ferido.

Parentes da vítima afirmam que o jovem de 24 anos foi morto ao cobrar de funcionários do quiosque cerca de R$ 200,00, valor referente ao trabalho que a vítima teria prestado ao estabelecimento.

A Delegacia de Homicídios da Capital, no entanto, ainda ouve testemunhas para entender a motivação do crime.

A mãe de Moïse, Ivana Lay, e outros quatro parentes da vítima estiveram na unidade policial nesta quarta-feira (2). O procurador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio, Rodrigo Mondego, acompanhou a família.

“Eu só quero justiça”, disse Ivana ao deixar a delegacia.

“Moïse era trabalhador, ele trabalhava na região. Não era uma pessoa aleatória, um bêbado como estão tentando construir. Ele estava indo trabalhar e estava buscando a remuneração pelo seu trabalho”, acrescentou o advogado.

A CNN teve acesso a todas as imagens do circuito interno do quiosque e decidiu exibir os trechos que mostram a emboscada a Moïse. As agressões não serão exibidas.

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