Maia intensifica conversas para nova sigla e pede posição clara de independência

Ex-presidente da Câmara teve reuniões com João Doria (PSDB) e Roberto Freire (Cidadania); ele também irá encontrar dirigentes do PSL

Igor Gadelhada CNN

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Após decidir deixar o DEM, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (RJ) intensificou nos últimas dias as conversas com a direção de outras legendas para definir seu futuro partidário.

Após jantar com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) no domingo (7), em São Paulo, Maia conversou nesta segunda-feira (8) com o presidente do Cidadania, Roberto Freire.

À CNN, Freire relatou que os dois se falaram por telefone ontem pela manhã, quando o dirigente reforçou convite para o deputado fluminense se filiar ao Cidadania.

“A decisão de sair ele já tomou. E cada hora que passa fica claro que a ruptura ali não tem conserto”, disse. “Ele não vai fazer esse movimento sozinho, então tem muitas variáveis para ele analisar”, emendou.
Maia também marcou de conversar nesta semana, em Brasília, com dirigentes do PSL. Segundo parlamentares da ala bivarista, o ex-presidente da Câmara tem feito algumas exigências.

Um dos pedidos tem sido que o PSL defina uma posição clara de independência em relação ao governo Bolsonaro – o partido tem parlamentares alinhados ao presidente da República.

‘Gesto’ de Pacheco

Nem todo mundo no DEM, porém, desistiu de Maia. Alguns integrantes do partido pediram ao novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que entre em campo para tentar evitar a saída de Maia.

Segundo aliados e interlocutores, Pacheco se dispôs a fazer um “gesto” em busca de uma “reconciliação”. A ideia é que o senador ligue ou até mesmo busque o ex-presidente da Câmara pessoalmente.

A avaliação de integrantes do DEM é de que Pacheco seria o nome mais indicado para fazer esse movimento, por ter se mantido distante da briga de Maia com a cúpula partidária e pelo seu perfil conciliador.

A briga entre Maia e a cúpula do DEM subiu de patamar ontem após o deputado acusar o presidente da sigla, ACM Neto, de traição por ter permitido que a legenda ficasse neutra na eleição para o comando da Casa.

Ex-prefeito de Salvador, Neto rebateu e disse que o correligionário buscava culpados para erros cometidos pelo próprio parlamentar. Procurado oficialmente, Maia não comentou.

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