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    Novo ministro da Educação defende alfabetização sem temas polêmicos

    Milton Ribeiro não pretende fazer novas alterações na equipe

    Basília Rodriguesda CNN

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    Depois de fazer uma limpa na chamada ala ideológica do Ministério da Educação, o novo ministro Milton Ribeiro não pretende fazer novas alterações na equipe.

    Com isso, Wagner Vilas Boas, que chegou a ser vice do ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante, deve continuar na Secretaria de Educação Superior, a exemplo do que ocorreu com Carlos Nadalim, da gestão do ex-ministro Abraham Weintraub, na Secretaria de Alfabetização.

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    O ministro da Educação, Milton Ribeiro, durante sua cerimônia de posse
    O ministro da Educação, Milton Ribeiro, em Brasília
    Foto: Isac Nóbrga/PR (16.jul.2020)

    A interlocutores, o ministro tem afirmado que não quer radicalismos nem de direita, nem de esquerda. Extremos à parte, nem por isso a pauta deixará de ser polêmica. O ministro quer focar em mudanças na política de alfabetização já defendidas pelo ex-ministro Abraham Weintraub. Por isso, a decisão de manter o secretário de alfabetização Carlos Nadalim. “Com todo respeito ao método construtivista mas o método fônico é melhor”, afirmou à CNN um auxiliar da Educação.

    No método fônico, as crianças aprendem pela associação do fonema e do som. Não há preocupação com a compreensão crítica do texto. “A preocupação é com a ponta. Como ter uma criança com 9 anos analfabeta? Isso não pode existir”, completa a mesma fonte.

    Dessa forma, textos mais densos que tratem sobre sociedade e política, por exemplo, não seriam utilizados no processo de alfabetização dos estudantes mais jovens. É o caso de discussões sobre luta de classes e racismo.

    Atualmente, a meta no Brasil é que crianças cheguem até os 8 anos sabendo ler e escrever, como prevê o Plano Nacional de Alfabetização publicado pelo governo em abril do ano passado.

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