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    Países ricos prometeram US$ 100 bilhões em 2009, mas maior parte nunca chegou, diz Lula sobre Amazônia

    Presidente participou de evento em Santarém, no Pará, para inaugurar infovia que implantou cabo de fibra óptica no leito de rios da Amazônia

    No mesmo evento, Lula disse que é preciso encontrar uma maneira de preservar a Amazônia gerando recursos para a população local
    No mesmo evento, Lula disse que é preciso encontrar uma maneira de preservar a Amazônia gerando recursos para a população local 17/07/2023 REUTERS/Johanna Geron

    Léo Lopesda CNN

    em São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta segunda-feira (7), que, em 2009, a “grande promessa dos países ricos” foi um financiamento de US$ 100 bilhões, equivalentes a R$ 489 bilhões, para proteção da Amazônia, mas a maior parte do dinheiro nunca chegou de fato.

    Ao participar de evento em Santarém, no Pará, Lula afirmou: “Distribuir US$ 100 bilhões, em 2009, foi a grande promessa dos países ricos. “Vamos financiar com US$ 100 bilhões”, até hoje nós estamos aguardando esse dinheiro”.

    Veja também: Cúpula da Amazônia: países buscam consenso sobre Carta de Belém

    “Veio um pouquinho do Fundo Amazônico dado pela Noruega e pela Alemanha, mas está longe. A gente quer desenvolver, a gente quer criar condições de vocês terem trabalho digno, decente. Por isso a infovia é importante, e é por isso que fazer a faculdade de medicina aqui também é importante”, completou.

    As declarações de Lula foram dadas durante agenda em Santarém com o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Eles inauguraram a “Infovia 01”, na qual 1100 quilômetros de cabo de fibra óptica foram implantados nos leitos de rios amazônicos para levar internet banda larga a 11 municípios entre Santarém e Manaus.

    No mesmo evento, Lula disse que é preciso encontrar uma maneira de preservar a Amazônia gerando recursos para a população local.

    O presidente afirmou que, ao convidar chefes de Estado para participar da COP30, em Belém, em 2025, ele dizia: “É preciso a gente fazer na Amazônia [a COP] para vocês perceberem que a Amazônia não é só a copa das árvores, só os rios.”

    “Lá moram milhões de amazônidas que querem viver bem, querem trabalhar, comer, ter aquilo que produz. Além de querer preservar a Amazônia, não como um santuário, mas preservar como uma fonte de aprendizado da ciência do mundo inteiro, para que a gente possa encontrar um jeito de preservar ganhando dinheiro para que o povo que mora na Amazônia aqui e nos outros países possam viver dignamente”, concluiu.

    Começa nesta terça-feira (8) a Cúpula da Amazônia, em Belém, que deve reunir representantes de 15 países para debater desmatamento ilegal, combate ao crime organizado e financiamento externo para o desenvolvimento sustentável na Amazônia.

    Lula destacou que se encontrará com os chefes de Estado da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) – organização intergovernamental formada por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

    “A gente quer dizer para eles que a gente quer cuidar da nossa fauna, das nossas florestas, mas a gente quer cuidar da nossa água. Sobretudo, a gente tem que cuidar de uma coisa que eles acham insignificante, chamada povo, chamada seres humanos, chamada homens e mulheres que moram embaixo da copa dessas árvores, que moram nas beiras dos rios e que muitas vezes não são olhados. Pois nós vamos olhar”, acrescentou o presidente.

    Com informações de Ana Patrícia Alves, da CNN

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