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    CNN Sinais Vitais aborda perspectivas sobre menopausa e a saúde da mulher

    Menopausa marca um período de transição do período reprodutivo da mulher; especialistas explicam os sintomas, e tratamentos que buscam ampliar a qualidade de vida

    Lucas Rochada CNN Brasil Soft

    em São Paulo

    Cientificamente, a menopausa é uma fase da vida da mulher em que ocorre a interrupção natural da menstruação, já que os hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona, não são mais produzidos pelos ovários.

    Essa fase costuma ocorrer, em média, entre os 48 e 51 anos de idade. Mas, para muitas mulheres, a chegada dessa fase da vida pode assustar e devido aos mitos e preconceitos.

    A menopausa marca um período de transição da vida reprodutiva da mulher, com uma longa duração, que pode ser de 20 a 25 anos, dependendo da data da última menstruação. Nessa fase, ginecologistas podem auxiliar na prevenção de doenças como câncer de mama e a osteoporose, por exemplo.

    O CNN Sinais Vitais dessa semana revela que não existem razões para medo e que é possível viver muito bem com a menopausa. O programa apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil vai ao ar neste domingo (9), às 19h30, reforçando o conteúdo diversificado com a marca CNN Soft.

    Sinais e sintomas da menopausa

    No episódio, especialistas explicam que alguns sintomas relevantes aparecem no período da transição para a menopausa e na pós menopausa em geral.

    “A mulher pode ter nesse período a instabilidade vasomotora, que são as ondas de calor ou fogachos, e alteração menstrual – os ciclos começam a ficar irregulares”, afirma o médico ginecologista Edmund Baracat, professor da Universidade de São Paulo (USP) – veja a entrevista acima.

    “São acometimentos súbitos de calor em geral, pega a parte superior do tórax, pescoço e rosto. A onda de calor vem, dura poucos minutos, mas a impressão é de que dura muito mais, pelo incômodo desse sintoma. Em geral tem uma aceleração cardíaca e uma transpiração de calor acompanhada de sudorese. Esses sintomas acontecem em geral durante a noite, prejudicando o sono da mulher”, completa o médico César Eduardo Fernandes, professor de ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC.

    No episódio, a apresentadora Solange Frazão, uma das primeiras musas fitness do Brasil, conta um pouco sobre sua experiência.

    “A menopausa chegou na minha vida um pouco devagarinho. Ela chegou aos 52 anos para os 53, quando a menstruação começou a falhar. Os ciclos na minha vida nunca me incomodaram. Eu fui uma mulher que não teve cólicas, eu não tive atrasos, eles sempre foram muito certinhos. Tanto que eu nunca precisei tomar anticoncepcional, era tudo tabelinha, era tudo direitinho. E quando a menopausa começou a dar sinais, eu comecei a sentir a ausência do ciclo”, relata Solange.

    Ícone do estilo de vida saudável, Solange intensificou os exercícios durante esse período, cortou açúcares e mantém uma dieta balanceada, além de fazer a terapia hormonal de forma pontual.

    “Como gosto muito de cuidar da saúde, eu já perguntei para o ginecologista. E ele falou: eu acho que a menopausa está chegando. Eu cheguei e olhei para mim, para o espelho e falei assim: muito prazer menopausa, seja bem-vinda”, conta a apresentadora.

    Atenção à saúde

    O médico Rogério Bonassi Machado, presidente da Associação Brasileira de Climatério, afirma que os cuidados no período da menopausa visam além do alívio dos sintomas, considerando a saúde feminina como um todo.

    “Quando nós falamos em tratar um climatério, tratar a menopausa, nós estamos falando de uma atenção geral à saúde feminina. Primeiro rastreando doenças crônicas, vendo as mulheres que mais estão se prejudicando naquele momento, promovendo medidas de estilo de vida. Estimular o exercício físico, dieta adequada, cessação do tabagismo tudo isso faz parte é uma ação global”, diz Machado.

    Terapia hormonal

    O especialista explica que a terapia hormonal envolve a administração do hormônio que está em falta para a mulher naquele momento que é o estrogênio.

    “Sabemos que esse tratamento é eficaz contra as ondas de calor, melhora atrofia urogenital e previne osteoporoses. Esse é o tripé do tratamento hormonal da menopausa. Nem todas as mulheres vão precisar fazer uso da terapia hormonal. Tudo isso é feito uma a uma, não existe uma receita universal para todas as mulheres. Aliás isso é o mais importante: que cada mulher tem um tratamento para ela que seja o mais adequado”, pontua.

    O médico César Eduardo Fernandes afirma que a terapia hormonal ainda é cercada de mitos, o que pode prejudicar a adesão das mulheres ao tratamento.

    “A primeira questão, a mais relevante que as mulheres temem muito é de ganhar peso. E a segunda é com relação a risco de câncer”, afirma.

    Segundo o especialista, depois da menopausa, as mulheres têm uma atenuação do chamado metabolismo basal. “Admite-se que o metabolismo basal caia mais ou menos 2% por década. Então, é importante orientar as mulheres de que elas precisam nesta etapa da vida menos aporte calórico e mais gasto energético”, explica.

    Em relação ao câncer de mama, Fernandes afirma que o tratamento hormonal já foi considerado uma preocupação em relação à doença, mas que as evidências científicas apontam que os riscos são os mesmos para quem não faz terapia hormonal.

    “Hoje em dia, também sabemos que se elas tomarem o hormônio em até cinco anos, não aumenta o risco de câncer de mama. O risco de câncer de mama numa usuária de terapêutica hormonal nos primeiros cinco anos comparado com quem não faz de hormônio é o mesmo”, afirma.

    Qualidade de vida

    A jornalista e apresentadora Ana Paula Padrão, que participa do episódio, afirma que se beneficiou da terapêutica hormonal, sem contraindicações.

    “Eu sei que ainda existe muito preconceito em torno da reposição hormonal, tem médicos que não indicam e tem mulheres que não se adequam, que tem um monte de sintomas que são mais prejudiciais do que a própria perda hormonal. Tem um monte de coisas que a gente tem que discutir, mas existem mulheres como eu, que se adaptam muito bem à reposição. Para mim, fez muito bem”, afirma Ana.

    A jornalista afirma que a busca pelo melhor tipo de reposição hormonal deve ser um processo individualizado, considerando as características de cada paciente.

    “O que eu acho que precisa ter é informação. Para você escolher, mulher, se vai fazer a reposição hormonal clássica, se vai optar por algum outro tipo de reposição hormonal, porque existem vários, se você não quer fazer isso e quer passar pelos sintomas, mas quer que eles sejam menos agressivos, vai tomar alguma coisa apenas para diminuir os seus sintomas, você pode escolher”, diz.