Leitos podem ser reabertos, mas é preciso controlar pandemia, diz pesquisadora

Boletim divulgado pela Fiocruz alerta para o aumento na taxa de ocupação de UTI; seis estados e o DF têm mais de 80% dos leitos ocupados

Thayana AraújoRenata Souzada CNN

no Rio de Janeiro e em São Paulo

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De acordo com uma nota técnica do Observatório da Covid-19, divulgada hoje (26) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), seis estados e o DF estão com 80% ou mais dos leitos de UTI para Covid-19 ocupados.

“Os leitos precisam ser aumentados, à medida que seja necessário, mas é também importante controlar a pandemia”, destacou a pesquisadora da Fiocruz, Margareth Portela, em entrevista à CNN.

Segundo o boletim da Fiocruz, a situação mais alarmante é no Distrito Federal, onde 98% dos leitos de UTI para pessoas com Covid estão ocupados.

A pesquisadora explica que, apesar do aumento da taxa causar apreensão, o número de leitos para Covid-19 ativados neste momento é muito menor do que em outros momentos da pandemia no país.

“Ainda assim preocupa, porque é um indicador de que a pandemia está se espalhando. A vacinação faz diferença. As pessoas que estão com a dose de reforço têm um risco muito pequeno de precisarem de uma internação”, disse.

Avanço da Ômicron

Ontem o país registrou o oitavo recorde consecutivo da média móvel de casos diários de Covid-19 em sete dias, com 157.060 infecções – maior número desde o início da pandemia.

“Está se tratando esse alastramento da Ômicron com uma certa negligência, como se fosse de fato uma “gripezinha”, e não é. Nós estamos ainda em uma pandemia”, alertou Portela.

Dentre as medidas sanitárias necessárias neste momento, a pesquisadora defendeu o avanço da vacinação, o uso de máscaras e o passaporte vacinal.

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