3 verdades sinceras sobre cafés especiais que ninguém te conta

As melhores xícaras não estão em microlotes raros ou nas cafeterias da moda: estão na repetição, no frescor da torra e na curiosidade de cada gole

Caio Tucunduva, colaboração para o Viagem & Gastronomia
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Quem começa a mergulhar no universo dos cafés especiais descobre rápido: quanto mais carinho você coloca no preparo, mais ele devolve na xícara.

As melhores xícaras não estão escondidas em microlotes raros ou nas cafeterias estreladas: estão na repetição paciente, no frescor da torra e na curiosidade em cada gole.

Não existe fórmula secreta. Só existe a xícara na sua frente e a atenção que você resolve dar a ela. No fim, café especial não é sobre complicar, é sobre cuidar.

Para ir direto ao assunto principal, confira três verdades essenciais e simples, mas que muita gente esquece, sobre os cafés especiais.

1. As notas sensoriais são só um mapa, não a viagem

Ninguém é obrigado a sentir jasmim, lichia ou macadâmia na xícara. O que importa é se o café chega limpo, doce, sem aquele amargor chato. Clareza no sabor é o verdadeiro luxo.

2. Café caro não é sinônimo de café bom

O melhor café da sua vida dificilmente vem com fermentação “maluca” ou nome de laboratório. Ele vem fresco, bem torrado e preparado com cuidado. Simples assim.

3. Bons cafés não pedem "gadgets", pedem respeito

AeroPress cromada, chaleira digital, moedor suíço… nada disso salva o grão velho ou a torra ruim. Café de verdade não faz escândalo: só tem gosto bom. Aqui vai a parte que ninguém te fala: você não precisa de perfeição, só de atenção.

Moer na hora muda tudo. Brincar com a temperatura da água revela camadas. E, de repente, você descobre que a mágica não está em notas exóticas, mas na clareza, na doçura e no equilíbrio que ficam na boca como uma boa lembrança.

*Os textos publicados pelos Insiders e Colunistas não refletem, necessariamente, a opinião do CNN Viagem & Gastronomia.

Sobre Caio Tucunduva

Engenheiro civil, Caio Tucunduva é especialista e mestre em sustentabilidade pela USP. Se apaixonou pelo mundo do café e, já especialista em hospitalidade, começou pelos cursos do Senac de barista e gestão de bares e restaurantes. Formou-se como degustador e classificador de café, tornando-se mestre de torra. Foi para a Austrália oferecer consultoria de torra de café brasileiro e aprendeu novas técnicas, como a blendagem de café verde, uma de suas marcas registradas. Ainda desenvolveu uma técnica de maturação de cafés especiais em madeiras e destilados. Hoje, percorre o país atrás de bons produtores.

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