Conheça chefs brasileiros que estão em lista dos melhores do mundo

Pelo segundo ano consecutivo, Rasmus Munk, do Alchemist, em Copenhague, foi eleito o melhor chef do mundo no The Best Chef Awards

CNN Viagem & Gastronomia, do Viagem & Gastronomia
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Novos chefs brasileiros entraram para a lista dos melhores do mundo. O resultado faz parte da 9ª edição do The Best Chef Awards, premiação que elege os profissionais de destaque do setor. A cerimônia ocorreu nesta quinta-feira (2) em Milão, na Itália.

No ano passado, a premiação havia colocado 17 brasileiros que atuam dentro do país na lista, incluindo Manu Buffara e Alex Atala, que receberam três facas cada.

Todos os chefs que apareceram na seleção passada continuam com suas honrarias. As exceções são Ivan Ralston, do Tuju, em São Paulo, que ganhou a terceira faca; e Luiz Filipe Souza, do Evvai, na capital paulista, que conquistou a segunda faca.

Desde 2024, a classificação dos chefs é feita segundo atributos qualitativos, baseada em um sistema que concede de uma a três facas aos profissionais. Confira abaixo explicações sobre as categorias:

  • Três Facas: concedidas a chefs que alcançam 80% ou mais do máximo de pontos possíveis, indicando maestria culinária de alto nível;
  • Duas Facas: concedido a quem alcança 40% ou mais do máximo de pontos, indicando chefs de status a nível mundial;
  • Uma faca: indica chefs que atinjam 20% ou mais dos pontos máximos, representando excelentes habilidades culinárias.

Chefs brasileiros em destaque

O chef Ivan Ralston, por trás do premiado Tuju, na capital paulista, fez sua estreia na categoria de três facas, que aponta para chefs de "maestria de alto nível". No ano passado, ele havia angariado duas facas.

Já o chef Luiz Filipe Souza, do Evvai, também em São Paulo, ganhou a segunda faca neste ano, categoria que indica profissionais com status de nível mundial.

Cinco nomes nacionais fizeram a estreia na lista e receberam uma faca, que aponta para profissionais de "excelentes habilidades". São eles: Thomas Troisgros, do Oseille, no Rio; Tadashi Shiraishi, do Kanoe, em São Paulo; Rodrigo Oliveira, do Mocotó, em São Paulo; Eduardo Ortiz e Luana Sabino, do Metzi, em São Paulo.

Outros chefs brasileiros que atuam ao redor do mundo também estão na lista, como Franco Sampogna, capixaba que trabalha no Frevo, em Nova York, com duas facas; Ivan Brehm, por trás do Restaurant Nouri, em Singapura, com duas facas; e Rafael Cagali, do Da Terra, em Londres, com uma faca.

Veja os chefs brasileiros presentes no The Best Chef Awards: 

Três facas

  • Manu Buffara
  • Alex Atala
  • Ivan Ralston (novidade)

Duas facas 

  • Fabrício Lemos e Lisiane Arouca
  • Jefferson Rueda
  • Rafa Costa e Silva
  • Janaína Torres
  • Alberto Landgraf
  • Luiz Filipe Souza (novidade)

Uma faca 

  • Helena Rizzo
  • Dante e Kafe Bassi
  • Felipe Bronze
  • Kazuo Harada
  • Gerônimo Athuel
  • Tássia Magalhães
  • Thomas Troisgros (novidade)
  • Tadashi Shiraishi (novidade)
  • Rodrigo Oliveira (novidade)
  • Eduardo Ortiz e Luana Sabino (novidade)

Chefs brasileiros que atuam no exterior: 

  • Franco Sampgona (duas facas)
  • Ivan Brehm (duas facas)
  • Rafael Cagali (uma faca)

Confira a relação completa de chefs premiados e com facas no site da premiação.

Melhores do mundo

Apesar de ter deixado de ranquear numericamente os chefs, a premiação mantém um pódio que elege os três melhores chefs do mundo.

O chef Rasmus Munk foi eleito pela segunda vez consecutiva o melhor do mundo. Ele lidera o Alchemist, em Copehague, que usa espetáculo como parte da experiência e levanta discussões éticas sobre a indústria.

Ana Roš, do Hiša Franko, na Eslovênia, apareceu na 2ª colocação. Por fim, Himanshu Saini, do restaurante Trèsind Studio, em Dubai, ficou no 3º lugar.

Prêmios paralelos

O título de Melhor Experiência Gastronômica foi para Anika Madsen, do Iris Restaurant, que fica em meio ao Fiorde de Hardanger, na Noruega. O prêmio de Melhor Profissional, votado apenas pelos colegas de profissão, foi para Himanshu Saini, do Trèsind Studio, em Dubai.

A honraria de Melhor Ciência, que premia um chef que usa técnicas criativas e arrojadas na cozinha, foi para Diego Guerrero, do DSTAgE, em Madrid, na Espanha. O prêmio de Melhor Chef de Confeitaria ficou com Pía Salazar, do Nuema, em Quito, no Equador.

A estatueta de Criatividade foi entregue para Jason Liu, do Ling Long, de Xangai, na China. O Prêmio de Arte Gastronômica ficou com Quique Dacosta, da Espanha. O reconhecimento com o prêmio de "Origens e Futuro" foi para Diego Rossi, que comanda o Trippa, em Milão.

Quem recebeu o troféu de Melhor Terroir foi Debora Fadul, do restaurante Diacá, na Cidade da Guatemala, na Guatemala. O chef Sebastian Jiménez, por trás do Ræst, nas Ilhas Faroé, recebeu o prêmio de Chef em Ascensão.

Já o italiano Massimo Bottura foi honrado com o prêmio de profissional Visionário. Por fim, José Andrés e a equipe do World Central Kitchen foram coroados com o prêmio de "Humanidade", que reconhece projetos gastronômicos que fazem a diferença a comunidades e a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Votação

A votação do The Best Chef Awards ocorre de forma digital. Ao todo, a premiação reúne 972 votantes, sendo 572 chefs e outros 400 profissionais do setor. Os chefs não podem votar em si mesmos.

Em um primeiro momento, cada votante deve selecionar dez chefs, com no mínimo três de seu próprio país. Cada eleitor atribui uma pontuação de 1 a 10 a cada chef selecionado, sendo 10 a nota mais alta.

Depois, ocorre uma votação baseada em habilidades, com reconhecimento de chefs que demonstrem excelência em categorias específicas. Cada uma das seleções abaixo vale três pontos. Eles devem votar em chefs individuais que:

  • demonstre domínio de técnicas culinárias e da ciência culinária;
  • exemplifique uma forte identidade territorial e apoio aos produtores locais;
  • demonstre criatividade excepcional;
  • proporcione uma experiência gastronômica única e memorável;
  • promova causas sociais por meio de práticas éticas e sustentáveis, envolvimento comunitário e educação.

Por fim, os eleitores também podem participar da indicação de chefs para alguns prêmios especiais, como de Melhor Chef Confeiteiro, Melhor Chef em Ascensão e Melhor Arte Gastronômica.

 

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