Mesa posta em alta: especialista Dani Machado revela tendências para 2026
Expert em gastronomia e na arte de receber, Dani Machado aponta as principais tendências de mesa posta para 2026, com foco em memória, aconchego e personalidade

Se antes a mesa posta era reservada para datas formais, hoje ela aparece no café da manhã de domingo, no jantar improvisado com amigos e até no almoço do dia a dia. A arte de montar a mesa se popularizou, ganhou as redes sociais e virou uma das tendências mais fortes no universo da decoração e do lifestyle. Mais do que estética, virou linguagem de afeto, identidade e expressão pessoal.
Em 2026, esse movimento deve se intensificar. Para entender o que vem por aí, convidamos a expert Danielle Machado para compartilhar suas apostas para as tendências de mesa posta em 2026.
Colunista de gastronomia da plataforma Bom Gourmet e criadora de conteúdo gastronômico, ela atua conectando restaurantes, chefs e marcas por meio de curadoria, conteúdo autoral e experiências à mesa.
Antes disso, foi pioneira no conceito mesas decoradas em Curitiba e trabalhou por mais de 10 anos em criação e montagem de festas, ajudando a transformar o mercado local ao criar composições autorais em um momento em que ainda não havia referências consolidadas nas redes sociais.
Hoje, embora não produza festas profissionalmente, Dani segue encantando seus seguidores com produções feitas em casa. O que começou como referência regional ultrapassou fronteiras e conquistou fãs em todo o Brasil, que acompanham suas inspirações e sua forma de transformar qualquer refeição em celebração.
Quais são as principais tendências de mesa posta para 2026? Confira as apostas da Dani e se inspire na sua próxima produção:
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Memória e aconchego como essência

“Se eu tivesse que resumir a mesa posta de 2026 em poucas palavras, eu falaria de memória e aconchego. Depois de um tempo em que tudo parecia muito produzido, muito perfeito e até um pouco impessoal, o que eu sinto agora é um movimento de volta para o que é afetivo. A mesa deixa de ser só estética, ela vira lembrança, sensação, experiência.”
Segundo Dani, as mesas passam a contar histórias. “Tenho visto, e vivido, mesas que resgatam referências antigas, misturam viagens, ingredientes, objetos de família e aquela vontade de receber bem. É quase como se a gente estivesse voltando para dentro de casa.”
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Temas em alta, do simples ao abrangente

Os temas estão mais fortes do que nunca. E não precisam ser grandiosos. Uma mesa de lagosta já vira conceito. É possível ir além, como o tema Mediterrâneo, com limão siciliano, peixes, frutos do mar, listras, cerâmicas claras e aquele clima de verão europeu.
“O interessante é que esses temas hoje são mais livres. Eles permitem misturar referências e tendências na mesma mesa. Não é mais sobre seguir regra, é sobre criar atmosfera.”
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Natureza, texturas e animal print nos detalhes
A valorização do natural é outro ponto central. Palha, crochê, fibras, madeira, produtos locais e muitas texturas ganham protagonismo. Elementos que despertam vontade de tocar e trazem sensorialidade.
O animal print aparece com sutileza. Não como tema principal, mas em pequenos pontos, como um guardanapo ou um detalhe de estampa. “Ele entra quase como um tempero visual dentro dessa estética mais orgânica.”
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Drama chique: mesas over, retrô e cheias de camadas

Outra tendência forte é o drama, mas um drama elegante. Mesas mais intensas, com referências retrô, laços, babados, rendas e cores marcantes.
O jogo de camadas ganha destaque, com torres de pães, manteigas modeladas, frutas empilhadas e alturas diferentes. A mesa vira cenário.
A prata também retorna com força. Bandejas antigas, sousplats, talheres e objetos esquecidos no armário voltam como protagonistas. Esse resgate da prataria traz um ar clássico que conversa perfeitamente com esse exagero bem pensado.
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Clássico em versão mais emocional
Junto com o drama, vem uma retomada do clássico, mas menos rígido e formal. Tons claros seguem atuais, como brancos, beges, verdes suaves e azuis acolhedores, criando mesas mais serenas.
A própria Pantone aponta azuis suaves e etéreos como apostas, reforçando essa busca por conforto visual.
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Botânico em destaque e o ano do repolho

Há também um movimento botânico forte, com flores, folhas, bases orgânicas e até louças em formato de vegetais.
“O repolho, que é um dos alimentos da vez, aparece como símbolo dessa fase, em verdes, rosas e tons suaves, trazendo mesas mais vivas, quase como jardins comestíveis.”
No fim, Dani resume: “Tendência é muito legal como referência. Mas uma mesa posta com personalidade é tudo.”


