9 exposições que valem uma viagem, do Brasil à Europa
Mostras de artistas como Joan Miró, Frida Kahlo, Marcel Duchamp e Claude Monet podem ser motivos para escolher o próximo destino de viagem

O que faz você escolher o próximo destino de viagem? Tem gente que escolhe pela gastronomia. Outros, pelas praias. Tem quem priorize a natureza, a arquitetura ou um grande evento.
Eu, muitas vezes, escolho pelas exposições e pela arte. Quando um museu anuncia uma mostra realmente especial, ela entra no meu radar (mesmo com as crianças junto) e, não raramente, acaba definindo o roteiro da viagem.
Se você também gosta de viajar com um motivo a mais, aqui estão algumas das exposições mais imperdíveis de 2026 e início de 2027:
1. "Miró: Mestre das Formas" (Brasil)

A exposição tem mais de 100 obras vindas da Fundació Joan Miró, de Barcelona, entre pinturas, esculturas, gravuras, tapeçarias, fotografias e filmes. Uma oportunidade rara de acompanhar diferentes fases da carreira de um dos maiores artistas do século XX sem precisar sair do Brasil.
E um recado para quem não mora em São Paulo: essa é uma daquelas exposições que realmente valem uma viagem. A chance de ver um conjunto tão importante de obras de Miró reunido no Brasil é rara e, para quem gosta de arte, certamente entra na lista dos grandes acontecimentos do ano.
Miró: Mestre das Formas: MAB FAAP; Rua Alagoas, 903 - Higienópolis, São Paulo | Prédio 1 – Subsolo / Até 12 de outubro de 2026, de terça-feira a domingo, das 9h às 20h (última entrada às 19h) / Ingressos via site ou bilheteria física; R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) de terça a sexta-feira; R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) aos sábados, domingos e feriados / Fechado às segundas, exceto no dia 12 de outubro / Mais informações no site.
2. Frida: The Making of an Icon (Reino Unido)

São mais de 30 obras icônicas de Frida Kahlo reunidas em uma exposição na Tate Modern, em Londres, que vai muito além de sua pintura. O percurso apresenta diferentes facetas da artista — esposa, mulher, intelectual e ativista — e reúne também fotografias, cartas, joias, roupas, objetos pessoais e outras peças de memorabilia.
A proposta é revelar não apenas a trajetória de Frida como artista, mas como ela se transformou em um dos maiores ícones da cultura mundial, uma imagem que ultrapassou o universo da arte e se tornou uma verdadeira marca global.
Essa é uma daquelas exposições que vão além do artista e abordam um fenômeno cultural.
Frida: The Making of an Icon: Tate Modern; Bankside, Londres SE1 9TG - Reino Unido / Até 3 de janeiro de 2027, de segunda a quinta, das 10h às 18h; sexta e sábado, das 10h às 21h / Ingressos: £ 25 (R$ 173) para adultos e £ 5 (R$ 34) para adolescentes entre 12 e 18 anos / Mais informações no site.
3. Julio Le Parc: Light. Colour. Action. (Reino Unido)

Uma experiência imersiva que reúne instalações monumentais de luz, cor e movimento, convidando o público a participar ativamente das obras. Também em cartaz na Tate Modern, em Londres, esta é uma oportunidade de vivenciar de perto o universo de Julio Le Parc, um dos maiores nomes da arte cinética e óptica.
A exposição ganha um significado ainda mais especial por ter sido a última grande mostra acompanhada por Julio em vida. O artista faleceu pouco antes da abertura ao público, depois de participar do desenvolvimento e da montagem da exposição, tornando essa retrospectiva também uma homenagem ao seu legado artístico. É um daqueles momentos em que a história da arte acontece diante dos nossos olhos.
Julio Le Parc: Light. Colour. Action: Tate Modern; Bankside, Londres SE1 9TG - Reino Unido / Até 3 de maio de 2027, de domingo a quinta, das 10h às 18h, e sexta e sábado, das 10h às 21h / Ingressos: £ 25 (R$ 173) para adultos e £ 5 (R$ 34) para adolescentes entre 12 e 18 anos / Mais informações no site.
4. Guggenheim Pop: 1960 to Now (Estados Unidos)

Se você gosta de Pop Art, essa mostra é simplesmente imperdível. A exposição no Guggenheim, em Nova York, reúne obras de artistas que ajudaram a transformar a arte a partir dos anos 1960, como Roy Lichtenstein, Andy Warhol, Claes Oldenburg, Yayoi Kusama, Maurizio Cattelan e muitos outros.
Eu adoraria ver de perto as esculturas gigantes e irreverentes de Claes Oldenburg, como a icônica "Soft Shuttlecock" — a enorme peteca "mole" que se tornou uma de suas marcas. Peças gigantes que transformam objetos do cotidiano em arte sempre me encantam. A exposição é um prato cheio para quem ama Pop Art.
Guggenheim Pop: 1960 to Now: Solomon R. Guggenheim Museum: 1071 5th Ave, Nova York, NY 10128, Estados Unidos / Até 10 de janeiro de 2027, diariamente, das 10h30 às 17h30 / Ingressos: US$ 16 (R$ 81) para adultos e US$ 12 (R$ 61) para idosos com mais de 65 anos, estudantes e pessoas com deficiência. Menores de 12 anos não pagam / Mais informações no site.
5. Basquiat: Figures, Signs, Symbols (Estados Unidos)

A maior apresentação dedicada a Basquiat já realizada na Flórida reúne dez obras-primas do artista, incluindo algumas de suas pinturas mais icônicas, em uma exposição no Pérez Art Museum, em Miami, que explora símbolos, figuras e referências culturais presentes em sua produção.
Confesso que essa exposição está no topo da minha lista. Estou ansiosa para ver de perto o icônico "Pez Dispenser", a famosa pintura do dinossauro, uma das obras mais emblemáticas de Basquiat. Não perderia por nada.
Basquiat: Figures, Signs, Symbols: Pérez Art Museum Miami: 1103 Biscayne Blvd., Miami, Flórida, Estados Unidos / Até 6 de junho de 2027, de sexta a segunda, das 11h às 18h, e quinta, das 11h às 21h. Fechado às terças e quartas / Ingressos: US$ 18 (R$ 92) para adultos e US$ 14 (R$ 71) para estudantes, jovens entre 7 e 18 anos e idosos com mais de 62 anos / Mais informações no site.
6. Marcel Duchamp (Estados Unidos)

Para quem ama arte, essa é uma daquelas exposições que entram na lista dos sonhos. Além de reunir centenas de obras de Marcel Duchamp, o Philadelphia Museum of Art traz de perto o famoso mictório que mudou a história da arte e fez o mundo repensar uma pergunta que continua atual até hoje: afinal, o que pode ser considerado arte?
Marcel Duchamp: Philadelphia Museum of Art: 2600 Benjamin Franklin Parkway, Filadélfia, Estados Unidos / De 10 de outubro a 31 de janeiro de 2027, de sábado a segunda, das 10h às 17h; quinta, das 10h às 17h; e sexta, das 10h às 20h45. Fechado às terças e quartas / Ingressos: US$ 35 (R$ 179) para adultos, US$ 33 (R$ 168) para idosos com mais de 65 anos e US$ 19 (R$ 97) para estudantes / Mais informações no site.
7. Keith Haring (Itália)
Uma das figuras mais reconhecidas da segunda metade do século XX, Keith Haring tem uma produção que vai dos famosos desenhos feitos com giz nas estações de metrô de Nova York aos grandes murais e projetos públicos. Nesta exposição, o Museo di Roma exibe mais de 140 obras do artista norte-americano, cedidas pela Coleção Nakamura Keith Haring, a maior coleção do mundo dedicada a Haring.
A exposição também revela a forte relação do artista com a Itália, reunindo trabalhos ligados às suas intervenções em cidades como Pisa, Milão e Nápoles, além de abordar temas que sempre estiveram presentes em sua produção, como o combate ao apartheid, os direitos da comunidade LGBTQIA+ e a democratização do acesso à arte.
O que mais me encanta em Keith Haring é a sua capacidade de transformar uma linguagem simples, colorida e aparentemente divertida em mensagens potentes sobre inclusão, liberdade e questões sociais. É uma exposição para quem quer entender por que sua obra continua tão atual.
Keith Haring: Museo di Roma: Piazza di S. Pantaleo, 10, 00186 Roma RM, Itália / De 6 de outubro de 2026 a 11 de abril de 2027, de terça a domingo, das 10h às 19h. Nos dias 24 e 32 de dezembro, das 10h às 14h. Fechado no dia 25 de dezembro / Ingressos apenas para a exposição: € 17 (R$ 101) para inteira e € 15 (R$ 89) para meia / Mais informações no site.
8. Dan Flavin (Espanha)

Essa é daquelas exposições que encantam adultos e crianças. A experiência é totalmente imersiva, rende fotos incríveis e convida o visitante a observar como a luz pode se transformar em arte.
É uma oportunidade de mergulhar nas icônicas instalações de luz fluorescente que transformaram Dan Flavin em um dos grandes nomes do minimalismo. São obras que mudam completamente a percepção do espaço e nos fazem caminhar literalmente dentro da luz.
E, convenhamos, o Guggenheim já é um motivo enorme para visitar Bilbao. Só a arquitetura do museu já vale a viagem. Com uma exposição como essa, fica ainda mais irresistível.
Dan Flavin: Guggenheim Bilbao: Abandoibarra Etorb., 2, Abando, 48009 Bilbao, Bizkaia, Espanha / De 11 de dezembro de 2026 a 4 de abril de 2027, de terça a domingo, das 10h às 19h. O museu fica aberto até às 20h em datas especiais / Ingressos: € 18 (R$ 107) para adultos e € 9 (R$ 53) para estudantes entre 18 e 25 anos, idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência / Mais informações no site.
9. Monet, painting time (França)
Ver reunidas séries icônicas de Claude Monet, como Nenúfares, Gare Saint-Lazare, Almiares e Catedrais de Rouen, já seria motivo suficiente para programar uma viagem a Paris. Ainda mais no Musée de l'Orangerie, onde estão algumas das obras mais emblemáticas do artista e onde sua história ganha um significado mais especial.
Criada para marcar o centenário da morte de Monet, a exposição reúne obras-primas vindas de importantes coleções internacionais e propõe um novo olhar sobre um dos maiores nomes do Impressionismo. Mais do que retratar paisagens, a mostra revela como Monet dedicou sua carreira a pintar a passagem do tempo, a luz, as estações e as pequenas transformações da natureza.
Monet, painting time: Musée de l'Orangerie: Jardin des Tuileries, 75001 Paris, França / De 30 de setembro de 2026 a 25 de janeiro de 2027, de quarta a segunda, das 9h às 18h. Fechado às terças / Ingressos: € 12,50 (R$ 74) para adultos e € 10 (R$ 59) para cada adulto acompanhando uma criança com menos de 18 anos / Mais informações no site.
*Os textos publicados pelos Insiders e Colunistas não refletem, necessariamente, a opinião do CNN Viagem & Gastronomia.
Sobre Ana Luiza Brant

Formada em Comunicação e Audiovisual, além de ser Art Advisor e empreendedora no ramo cultural, Ana Luiza Brant atua com arte contemporânea desde 2011. Desenvolveu projetos voltados à difusão da arte e à ampliação do acesso ao universo artístico, explorando as possibilidades do ambiente digital para aproximar novos públicos e tornar a arte mais presente no cotidiano. Em 2019, fundou o Culture Kids, projeto dedicado a despertar o interesse das crianças pela arte, cultura e criatividade. A iniciativa busca ampliar o repertório das novas gerações. Seu trabalho cria pontes entre o público e o universo artístico de forma acessível, envolvente e significativa. Ana acredita na arte como uma linguagem universal, capaz de inspirar, transformar e ampliar as formas de ver e compreender o mundo e também de olhar para nós mesmos.


