De Ruanda a Turquia: roteiro de Marcella Tranchesi une luxo e ecoturismo

Influenciadora e empresária compartilhou dicas de Ruanda, onde fez trekking com gorilas, e de Istambul, onde visitou locais históricos e experimentou restaurantes indicados pelo Guia Michelin

CNN Viagem & Gastronomia, do Viagem & Gastronomia
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Ruanda, na África, é um destino para quem deseja viver uma imersão na natureza, observar animais em seus habitats e conhecer paisagens únicas aliadas à preservação ambiental. Já a Turquia é uma opção que mistura história e contemporaneidade, mexendo com os sentidos por meio dos bazares, das mesquistas e da culinária, seja nas ruas ou nos restaurantes refinados.

Esse foi o roteiro escolhido pela influenciadora e empresária Marcella Tranchesi para as férias. Entre janeiro e fevereiro, ela fez uma jornada intensa pelos dois países que incluiu paradinhas culturais e até encontro com gorilas.

O roteiro, compartilhado com o CNN Viagem & Gastronomia, traz hospedagens luxuosas em meio à savana, passeios de ecoturismo, visita a locais históricos e recomendações de restaurantes renomados.

Abaixo, confira o roteiro de Marcella Tranchesi por Ruanda e pela Turquia: 

Ruanda

Parque Nacional de Akagera

O grande objetivo de Marcella era realizar um sonho antigo de fazer trekking com gorilas-das-montanhas. Mas é claro que a viagem por Ruanda proporcionaria outras experiências. Por isso, o roteiro começou na Península de Magashi, onde fez safári e pôde observar animais da savana de perto.

A empresária se hospedou no Wilderness Magashi, acampamento de luxo dentro do Parque Nacional de Akagera. Com apenas oito suítes em tendas, o espaço tem vista para as águas do Lago Rwanyakazinga. A hospedagem oferece diferentes tipos de safári, brunches no meio da savana, experiências de bem-estar e até passeios culturais com visita a comunidades locais. As diárias partem de US$ 1.100 (cerca de R$ 5.677) na temporada padrão e de US$ 1.550 (cerca de R$ 8 mil) na alta temporada.

No safári, Marcella cruzou com os "Big Five", que inclui leões, leopardos, rinocerontes, elefantes e búfalos, assim como viu de perto girafas, zebras, hipopótamos e crocodilos.

Situado a leste de Ruanda, o Parque Nacional de Akagera faz fronteira com a Tanzânia. Com cerca de 1.122 quilômetros quadrados de área protegida, o coração de Akagera fica a cerca de três horas da capital Kigali e corresponde à maior zona de pântano da África Central, onde suas planícies abrangem savanas, bosques, zonas úmidas e lagos. A paisagem é inesquecível: enormes planícies com montanhas ao fundo.

O trabalho de preservação do parque fez aumentar consideravelmente o número de animais selvagens no espaço, passando de cerca de cinco mil em 2010 para mais de 13 mil em 2022. Além disso, o turismo se tornou importante fonte de renda do parque, representando 97% da receita em 2024. O local também destina 10% de toda a renda a projetos locais que beneficiam o desenvolvimento das comunidades locais.

Para a influenciadora, a imersão na natureza e o trabalho de conservação conduzido no parque ampliaram seu olhar sobre o impacto do turismo responsável na preservação da vida selvagem.

O CNN Viagem & Gastronomia já esteve em Ruanda para episódios da terceira temporada. O Akagera foi um dos parques visitados pela apresentadora Daniela Filomeno. Confira o programa na íntegra abaixo:

Parque Nacional dos Vulcões

Marcella seguiu para o Parque Nacional dos Vulcões e ficou hospedada no Wilderness Bisate Reserve, empreendimento que já foi premiado pelo design deslumbrante. O hotel tem quatro vilas com banheiro privativo, amplas salas de estar, terraços com vista panorâmica e banheiras de hidromassagem. Algumas das experiências proporcionadas são a observação de pássaros — a região tem 930 espécies diferentes — e o trekking com gorilas. As diárias começam em US$ 2.569 (cerca de R$ 13.260).

A influenciadora realizou o sonho de fazer a caminhada com os gorilas da família Kwicisha, um dos maiores grupos da região, com mais de 20 animais. Durante uma hora, Marcella acompanhou de perto o comportamento da espécie, observando interações, gestos e dinâmicas do grupo. Apenas 96 visitantes participam da experiência por dia, divididos em pequenos grupos. O passeio custa US$ 1.500 (cerca de R$ 7.742) por pessoa.

Este é um dos passeios mais conhecidos de Ruanda. Hoje, a atividade envolve toda a comunidade do entorno e beneficia a preservação da fauna e da flora. As caminhadas e a observação são feitas de forma respeitosa na companhia de guias locais autorizados. Vale lembrar que esta área do país tornou-se conhecida por ser a base dos estudos da zoóloga americana Dian Fossey, que fundou um centro de pesquisas e ajudou na preservação dos gorilas, deixando um legado seguido até hoje.

No noroeste do país, o parque abrange oito vulcões, quase todos inativos, e faz divisa com a República Democrática do Congo e com Uganda. A experiência no local evidencia o impacto positivo do turismo sustentável no país.

A empresária conta que os guias e carregadores que hoje atuam na conservação, por exemplo, já foram caçadores no passado. Com a implementação dos parques nacionais e o envolvimento da comunidade local, eles passaram a exercer papel fundamental na proteção da espécie. Graças ao crescimento da população de gorilas e aos esforços contínuos de preservação, o parque deve ser ampliado em breve.

Há cerca de mil gorilas-das-montanhas no mundo, sendo que aproximadamente 600 ficam concentrados na região do Parque Nacional dos Vulcões. O encontro com os gorilas foi um dos momentos mais epeciais da terceira temporada do CNN Viagem & Gastronomia, em que a apresentadora Daniela Filomeno viveu uma experiência transformadora. Confira o programa na íntegra:

A capital Kigali

O roteiro de Ma Tranchesi também contemplou Kigali, capital de Ruanda, onde visitou o Memorial do Genocídio, dedicado às vítimas do genocídio de 1994, que deixou uma profunda marca no país. Mais de 250 mil vítimas estão enterradas no memorial, que conta as etapas da história que levaram ao genocídio.

Há três ambientações fixas, incluindo um memorial para crianças e outro sobre genocídios ao redor do mundo, que exibem desde peças de roupas, documentos e até restos mortais. O espaço propõe memória e reflexão sobre os perigos da intolerância, mas também aponta para caminhos de reconstrução e reconciliação.

Turquia

Após dias de imersão emocional e ambiental, Marcella desembarcou em Istambul, que já havia visitado em 2013 e pela qual se apaixonou novamente. Com uma jornada que equilibrou história e contemporaneidade, a empresária revisitou marcos icônicos da cidade, como a Mesquita Azul, a Hagia Sophia, a Cisterna da Basílica e o Hipódromo de Constantinopla.

Situada entre a Europa e a Ásia, a cidade foi originalmente chamada de Bizâncio até o ano de 330 d.C., quando o imperador Constantino a transformou na capital do Império Romano do Oriente, passando a se chamar Constantinopla.

Em 1453, com a conquista otomana, tornou-se a capital do poderoso Império Otomano. Já em 1923, com a fundação da República da Turquia, a capital foi transferida para Ancara. O nome Istambul foi oficializado apenas em 1930. Reconhecendo seu valor histórico e cultural, a Unesco declarou as zonas históricas de Istambul como Patrimônio Mundial em 1985.

Mesquistas e monumentos em Istambul

Construída entre 1609 e 1616, a Mesquita Azul tem esse nome em razão dos mais de 20 mil azulejos de cerâmica azul que decoram o interior. Além disso, os vitrais proporcionam um verdadeiro espetáculo com jogo de luzes nos salões de oração.

O antigo Hipódromo de Constantinopla, hoje Praça Sultanahmet, é vizinha da Mesquita Azul. Por ali há monumentos históricos como o Obelisco de Teodósio, a Coluna da Serpente e o Obelisco de Alvenaria. Antigamente, o espaço era usado para corridas de carros puxados por cavalos e para grandes eventos.

A Hagia Sophia, por sua vez, já foi basílica, mesquita e museu. Em 2020, foi reconvertida em mesquita. Essas mudanças e fusões apresentam mosaicos bizantinos e caligrafias otomanas, refletindo mais de 1.500 anos de história.

Já a Cisterna da Basílica foi construída em 532 d.C. por ordem do imperador bizantino Justiniano I. Tinha o objetivo de garantir o abastecimento de água ao Grande Palácio de Constantinopla e demais edifícios, especialmente em tempos de cerco ou instabilidade.

Com a queda de Constantinopla e a ascensão do Império Otomano, a cisterna foi esquecida por séculos. Foi apenas em meados do século XX, durante escavações e obras de restauração, que a cisterna foi totalmente limpa, sendo aberta ao público em 1987.

Bazares, passeios de barco e restaurantes

Istambul ainda conta com outros lugares marcantes, como o Grande Bazar. Criado no século XV, ele segue firme e forte como centro comercial, ocupando uma área de mais de 30 mil metros quadrados. Os corredores são como labirintos que abrigam milhares de lojas, onde é possível encontrar joias, tapetes, luminárias, antiguidades e especiarias. Perto dali, o Bazar de Especiarias reúne uma imensa variedade de temperos, chás e doces típicos.

Para quem desejar ver Istambul de outro ângulo, é possível agendar um passeio de barco pelo Bósforo ou no Chifre de Ouro. Este último, na verdade, é um estuário que divide o lado europeu da cidade em duas partes: a "Cidade Velha", onde estão a Hagia Sophia e o Grande Bazar, e a "Cidade Nova", onde fica a Torre de Gálata.

Na viagem de Marcella, a gastronomia também foi um dos destaques, com parada no Lokanta 1741, que serve clássicos turcos com toque moderno. A influenciadora também visitou o Turk Fatih Tutak, com duas estrelas Michelin, que propõe uma releitura contemporânea da culinária turca.

O roteiro gastronômico ainda contou com o tradicional Tuğra Restaurant, que une a herança culinária otomana à alta gastronomia, e o badalado Ulus 29, famoso pela vista privilegiada do Bósforo.

No passeio pelo Galataport, Marcella experimentou um pide, tradicional pizza turca de massa fina e crocante, enquanto observava o ritmo da cidade.

Sobre Marcella Tranchesi

Influenciadora há mais de 12 anos, Marcella Tranchesi se dedica a temas como beleza, moda, lifestyle e receitas. Durante a pandemia, passou mais tempo na cozinha como uma forma de se distrair. Como resultado, suas receitas de bolo viralizaram. Foi assim que surgiu a ideia de abrir uma loja, a Doce Aquarella. Atualmente, a loja da empresária entrega bolos em São Paulo e em Campinas. No dia a dia, compartilha dicas de maquiagem, de roupas e de restaurantes em São Paulo para seus mais de 870 mil seguidores no Instagram.

 

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