Para onde viajar em junho e julho? 9 destinos no Brasil e no exterior
De festas juninas no Nordeste a neve nos Andes, destinos oferecem experiências especiais para viajar em junho e julho

Festas populares, neve nos Andes, cidades históricas e até o verão europeu. Junho e julho marcam um dos períodos mais versáteis para viajar, seja para quem deseja aproveitar as temperaturas mais baixas do inverno no hemisfério sul ou para quem sonha em explorar destinos internacionais do outro lado do Atlântico.
Enquanto algumas cidades brasileiras recebem grandes celebrações culturais, outras guardam paisagens serranas deliciosas de serem curtidas no friozinho. Para uma escapada fora do país, as dicas concentram-se na América do Sul, em locais que combinam esportes de inverno, patrimônio histórico e boa gastronomia.
Abaixo, confira sugestões para te inspirar a viajar entre junho e julho:
Destinos nacionais
Bonito (MS)
Há quem prefira visitar Bonito, no Mato Grosso do Sul, no período de chuvas para ver as cachoeiras volumosas. Mas o período de seca, geralmente de maio a setembro, revela águas cristalinas, favorecendo as atividades de flutuação e mergulho. Por isso, junho e julho são bons meses para conhecer o destino.
Com cerca de 23 mil habitantes, é conhecida como a capital nacional do ecoturismo. Um dos passeios é no Aquário Natural, a cerca de 7 quilômetros do centro, onde é possível fazer flutuação de 800 metros até o Rio Formoso e conferir a diversidade de peixes e plantas subaquáticas.
Também é possível fazer flutuação no Rio Sucuri e no Rio da Prata, além de visitar locais de "outro mundo" como o Abismo Anhumas, o Buraco das Araras, a Gruta Lagoa Azul e a Gruta do Mimoso. A gastronomia regional é um atrativo à parte, com ingredientes típicos do Cerrado e do Pantanal, como guavira e peixes como piraputanga, pacu, dourado e pintado. Daniela Filomeno, apresentadora do CNN Viagem & Gastronomia, já visitou Bonito para o programa. Confira alguns dos encantos no vídeo acima.
Campina Grande (PB)

No embalo dos festejos juninos, Campina Grande costuma atrair milhões de brasileiros para o São João de Campina Grande, um dos maiores do mundo, reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial da Paraíba.
Neste ano, a programação vai de 3 de junho a 5 de julho, ocupando o Parque do Povo e o Parque Evaldo Cruz com shows dos maiores nomes da música nacional, como Marisa Monte, Roberto Carlos, Menos é Mais e Simone Mendes. Também há apresentações de quadrilhas, manifestações culturais e uma ampla oferta de comidas típicas. A entrada é gratuita nos espaços principais.
Outros pontos turísticos na cidade são o Sesi Museu Digital, dedicado à história de Campina Grande, e o Museu de Arte Popular da Paraíba, que foi projetado por Oscar Niemeyer. O município é reconhecido pela Unesco como uma Cidade Criativa das Artes Midiáticas.
Parintins (AM)

A cerca de 370 quilômetros de Manaus, Parintins recebe o maior espetáculo folclórico a céu aberto da Amazônia: a disputa entre os bois-bumbás Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul).
O confronto acontece durante três noites na arena do Bumbódromo, que, por si só, é um ponto turístico. Neste ano, as apresentações serão em 26, 27 e 28 de junho.
A rivalidade é tão grande que algumas marcas já alteraram suas cores para homenagear a festa, como Brahma e Coca-Cola. Tradicionalmente vermelhas, as empresas já fizeram latinhas azuis ou mistas para agradar aos torcedores do Caprichoso. É possível adquirir ingressos no site.
Outros atrativos turísticos são o Mercado Municipal Leopoldo Neves, para provar ingredientes típicos, e a Praça Cristo Redentor, que possui um anfiteatro para apresentações, bares e restaurantes.
Urubici (SC)

Com cerca de 11 mil habitantes, Urubici, na Serra Catarinense, é ideal para os dias frios do inverno brasileiro. Localizada a cerca de 170 km de Florianópolis e a quase mil metros de altitude, a cidade foi apontada pelo Booking.com como um dos destinos mais acolhedores do Brasil no ano passado.
Cercada por montanhas, vales, rios e cachoeiras, atrai viajantes em busca de natureza exuberante, clima serrano e experiências tranquilas longe dos grandes centros. No inverno, os termômetros podem registrar temperaturas negativas, e não é raro amanhecer com campos cobertos pelo branco da geada. Os atrativos naturais são o grande destaque. No topo do Morro da Igreja, a 1.822 metros de altitude, está o ponto habitado mais alto do Sul do Brasil, de onde é possível admirar a famosa Pedra Furada e, em dias de céu limpo, avistar o litoral.
Outro cartão-postal é a Cascata do Avencal, no Parque Mundo Novo, com uma queda d'água que supera os 100 metros. A região do Caminho das Neves reúne mirantes; outras atrações são a Serra do Corvo Branco, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes e a Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens.
Destinos internacionais
Santiago (Chile)
Santiago, capital do Chile, é um dos destinos internacionais mais populares entre os brasileiros para os próximos meses, segundo levantamentos do Skyscanner e do Kayak. É uma escolha clássica para esta época porque serve como porta de entrada para quem deseja esquiar nas redondezas e aproveitar a enogastronomia local com vinhos premiados, carnes e frutos do mar.
Na cidade, a dica é equilibrar o clássico e o moderno. O bairro de Vitacura, por exemplo, reúne restaurantes e bares entre os melhores do país, além de shoppings luxuosos e parques agradáveis que convidam a caminhadas. Por outro lado, dê a chance de se "perder" pelos mercados e feiras do Bairro Franklin, como no Mercado Matadero, na Factoría Franklin e no Persa Bio Bío.
Entre os passeios clássicos, considere nomes como Plaza de Armas, Museu Histórico Nacional, Casa de Pablo Neruda, Museu da Memória e dos Direitos Humanos e o Museu Nacional de Belas Artes, este último na charmosa região de Lastarria. Os "cerros" também se destacam com vistas privilegiadas do alto, como o Cerro San Cristóbal e o Cerro Santa Lucía.
Para os fãs de neve, o Valle Nevado, a cerca de 70 km do aeroporto, é popular para praticar esqui. O local tem mais de 40 pistas, uma escola com mais de 150 instrutores e áreas para locação de equipamentos. Estações como El Colorado e Portillo também podem entrar na rota.
San Carlos de Bariloche (Argentina)

Conhecida como Bariloche, a cidade é muito visada nesta época pelos entusiastas de esqui. Fica na província de Río Negro, no norte da Patagônia Argentina, a cerca de 1.600 km de Buenos Aires. Segundo levantamento do Kayak, é um dos destinos internacionais mais buscados por brasileiros para voos neste mês de julho. Na temporada de inverno, é possível encontrar voos diretos saindo de São Paulo.
Às margens do Lago Nahuel Huapi e emoldurada pelos picos nevados dos Andes, Bariloche é famosa por sua charmosa arquitetura de madeira e pedra, pelas chocolaterias artesanais e por abrigar o Cerro Catedral, maior centro de esqui do hemisfério sul, com 120 km de pistas em uma superfície de 600 hectares. Se a ideia for brincar na neve de forma descontraída, o parque Piedras Blancas, nos arredores de Cerro Otto, tem pistas de "esquibunda" e atrai famílias.
O topo do Cerro Campanario, que faz parte do clássico Circuito Chico, oferece uma vista de tirar o fôlego. Os arredores também guardam cenários naturais, como o Bosque de Arrayanes, floresta repleta de árvores centenárias com troncos cor de canela — reza a lenda que inspirou os cenários do clássico desenho "Bambi". Para esticar o roteiro, considere o Cerro Tronador, montanha onde o desprendimento de placas de gelo em direção ao lago congelado gera um estrondo que imita o som de trovões; e San Martín de los Andes, charmoso vilarejo na região.
Colonia del Sacramento (Uruguai)

Se você procura um destino que transborda romance e história, Colonia del Sacramento pode ser uma boa escolha para junho e julho. O clima frio combina com caminhadas calmas pelas ruas de pedra, tardes regadas a vinhos e noites embaladas pela iluminação amarelada dos lampiões com jantares intimistas.
Reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco, Colonia tem uma herança arquitetônica única no mundo, fundindo estilos coloniais espanhol e português. Caminhar pelo centrinho histórico traz a sensação de estar em uma cidade cenográfica de novela de época. As casinhas continuam preservadas e ocupadas por moradores locais, lojinhas de artesanato e pequenos negócios.
Durante o dia, o ponto de encontro é o Paseo San Miguel, o melhor lugar da cidade para apreciar o pôr do sol. Quando a noite cai, o charme fica, convidando visitantes para a praça da matriz, onde fica a igreja mais antiga do Uruguai, rodeada de restaurantes, bares, sorveterias e wine bars.
Colonia funciona muito bem como uma conexão para quem vai ou vem de Buenos Aires, já que basta pegar as famosas balsas que atravessam o Rio da Prata. A cidade também merece muito mais do que um simples "bate e volta" de Montevidéu. Para sentir seu encanto, considere esticar a viagem e se hospedar em um dos hotéis boutique.
Cusco (Peru)
Visitar Cusco em junho e julho é aproveitar o auge da estação seca, quando a cidade se transforma em um palco de celebrações. Junho ferve com o "Mês Jubilar", que enche as ruas de música e desfiles folclóricos, enquanto julho mantém a energia com as comemorações da Independência do Peru. O ápice acontece no dia 24 de junho com o Inti Raymi (A Festa do Sol), reconstituição teatral da mitologia inca que envolve centenas de atores e cruza o centro histórico.
Cusco mistura a grandiosidade do antigo Império Inca com a arquitetura colonial espanhola. Grande parte da experiência gira em torno de entender suas ruínas, templos e a rica fusão cultural no centro. A Plaza de Armas é o coração do centro histórico, assim como a Catedral de Cusco. Entre os marcos, o roteiro deve passar pelo templo Saqsaywaman, cujas muralhas levam blocos de rocha de até 125 toneladas; em Q'enqo, templo em formato de labirinto com galerias subterrâneas que serviam para rituais dedicados ao Deus Sol e à Mãe Terra; e o Qorikancha e o Convento de Santo Domingo, onde a igreja espanhola foi erguida sobre as bases de pedra daquele que era o templo mais sagrado do Império Inca.
Além das ruínas, a riqueza de Cusco se estende à gastronomia, com restaurantes consagrados nos arredores da praça principal, como o Chicha, o Limo e o Cicciolina.
Atenas (Grécia)

Se for escolher algo na Europa, por que não Atenas? Porta de entrada para a Grécia, a capital pode ser visitada isoladamente ou em um roteiro maior que abrange ilhas gregas de águas cristalinas cobiçadas no mundo todo. Com mais de 7 mil anos de história, Atenas é um verdadeiro museu a céu aberto. Berço da civilização grega antiga, reúne monumentos milenares, ruínas espalhadas por diferentes bairros e atrações icônicas como a Acrópole, onde está o Partenon, um dos símbolos mais conhecidos da humanidade.
O pacote é ideal: muita história, boa gastronomia e cenários de tirar o fôlego. A melhor pedida é viajar em junho, quando as temperaturas já estão altas, os dias são longos e a cidade se prepara para o pico das multidões durante julho e agosto. Confira alguns dos principais passeios e sugestões de onde comer com as dicas da empresária Ju Ferraz. Faça reservas o quanto antes!


