Ranking revela as melhores cidades dos Estados Unidos em 2026; veja lista
Levantamento avaliou 393 áreas metropolitanas dos EUA, destacando complexidade econômica e profundidade cultural

Nova York, Los Angeles e Chicago são as melhores cidades dos Estados Unidos em 2026, segundo o levantamento America's Best Cities, da consultoria internacional Resonance. O ranking elenca as 100 melhores cidades após analisar 393 áreas metropolitanas do país.
O estudo considera três pilares principais: qualidade de vida; atratividade, que captura a vida cultural de um município e sua capacidade de atrair visitantes; e prosperidade, que mede a força econômica e as oportunidades do município.
As três cidades foram destacadas pela complexidade econômica e pela profundidade cultural. Além disso, o levantamento relaciona o tamanho dos locais ao seu sucesso. "Mais pessoas geram mais atividade econômica, mais infraestrutura cultural, mais presença de empregadores, o que atrai mais pessoas", diz o texto.
Conheça o top 3
Nova York ficou em primeiro lugar nos três fatores. Um dos destaques foi o fato da "Big Apple" liderar a onda de conversão de escritórios em residências, tendo convertido 380 mil metros quadrados apenas nos primeiros oito meses de 2025. Isso ocorreu devido a políticas públicas de incentivos fiscais e reformas de zoneamento.
Outro fator é que Nova York tem um plano de investimento ambicioso de US$ 68 bilhões (cerca de R$ 344 bilhões) no sistema de transporte público para os próximos cinco anos. O Aeroporto JFK passa por uma transformação de US$ 19 bilhões (cerca de R$ 97 bilhões), com o novo terminal 1 inaugurando em fases. No turismo, a cidade recebeu 64,5 milhões de visitantes em 2024 e espera alcançar 66 milhões em 2026, após movimentar US$ 79 bilhões (R$ 406 bilhões) em gastos de viajantes no ano passado.
Em julho, o MetLife Stadium receberá a final da Copa do Mundo, enquanto o porto sediará o Sail4th 250, principal celebração dos 250 anos da independência dos EUA. A cena cultural também ganha impulso com a reabertura do New Museum e a expansão de US$ 550 milhões (R$ 2,8 bilhões) do Metropolitan Museum, enquanto a hotelaria de luxo avança com a renovação do W New York Union Square e a reabertura do Waldorf Astoria após uma reforma de cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões).

Los Angeles, na Califórnia, a segunda colocada, tem sido impulsionada por grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2026, o Super Bowl de 2027 e os Jogos Olímpicos de 2028. Para receber esse fluxo de visitantes, passa por uma ampla modernização da infraestrutura, incluindo a expansão de US$ 2,6 bilhões (mais de R$ 13 bilhões) do Centro de Convenções, melhorias no aeroporto e a implantação de um sistema automatizado de transporte entre os terminais.
Em relação à cena cultural, a cidade fica em segundo lugar no quesito museus e em terceiro na seção de teatros e shows. Neste ano, o Los Angeles County Museum of Art (Lacma) inaugurou novas galerias, e o Lucas Museum of Narrative Art tem abertura prevista para setembro.

Já Chicago, em Illinois, consolidou sua relevância como um dos principais polos de convenções e feiras comerciais, mas o distrito teatral, a música ao vivo e a vida noturna também ajudam a manter a cidade entre os destinos favoritos para viagens. Recentemente, o Smyth, restaurante conhecido pelos menus degustação inspirados nas estações do ano, foi eleito o melhor da América do Norte em 2026 pelo ranking North America's 50 Best Restaurants.
A infraestrutura segue em expansão: em 2025, o Aeroporto O'Hare registrou o maior volume de operações aéreas do país e ganhará 19 novos portões de embarque até 2028. Na área cultural, a cidade se prepara para abrir o Centro Presidencial Obama, complexo de US$ 850 milhões (mais de R$ 4 bilhões) em Jackson Park, enquanto a qualidade de vida continua sendo um diferencial: segundo o Trust for Public Land, 98% dos moradores vivem a até dez minutos de caminhada de um parque.
Veja as 10 melhores cidades dos Estados Unidos em 2026:
- Nova York
- Los Angeles
- Chicago
- Miami
- São Francisco
- Seattle
- Las Vegas
- Dallas
- Houston
- Boston
Confira a lista completa e o levantamento no site oficial.
Outros destaques
Orlando ficou em 15º lugar entre as 100 melhores cidades dos EUA, destacando-se não apenas como destino turístico para famílias, mas como um lugar para viver, investir e fazer negócios. Com uma área metropolitana de cerca de três milhões de habitantes, recebeu 75 milhões de visitantes em 2024, mais do que Nova York, Los Angeles e Miami, e ganhou novo impulso com a abertura do parque temático Universal Epic Universe em 2025.
Além do turismo, Orlando vive uma expansão econômica. Projetos bilionários em infraestrutura, hotelaria e entretenimento se somam ao crescimento do mercado de trabalho, que atrai cerca de 1.500 novos moradores por semana, segundo o relatório.

Também na Flórida, Tampa ficou na 21ª posição. Lar do Busch Gardens, a cidade vive uma nova fase de desenvolvimento, destacando-se por suas áreas verdes e atrações para famílias. Tampa está expandindo o Riverwalk, famoso calçadão às margens do rio. Com novos trechos e melhorias de segurança, o passeio terá mais de 19 km, ligando parques, áreas de lazer e atrações.
A cidade ainda vive uma onda de investimentos, impulsionada por novos empreendimentos imobiliários, a expansão do aeroporto e a instalação de sedes corporativas internacionais. O trem Brightline, que conecta Orlando, popularizou viagens de fim de semana entre os destinos.
Além de grandes áreas, as 50 primeiras posições entre as 100 melhores cidades do país incluem localidades menores, como Boulder, no Colorado. A cidade aparece na 37ª posição e se prepara para a chegada do Festival de Sundance, avançando para um cenário de efervescência cultural e desenvolvimento econômico inteligente.
Asheville, na Carolina do Norte, ficou em 48º lugar, destacando-se pela qualidade de vida, pelas paisagens das montanhas Blue Ridge e pela retomada de hotéis, restaurantes e atrações culturais após os danos causados pelo furacão Helene em 2024. Já Ann Arbor, em Michigan, aparece na 50ª posição e se sobressai pela combinação entre qualidade de vida, mobilidade urbana e inovação, impulsionada pela Universidade de Michigan.
Como o ranking é feito
A consultoria analisou todas as 393 áreas metropolitanas dos Estados Unidos de acordo com os pilares de qualidade de vida, que avalia fatores como clima, mobilidade, áreas verdes e acesso à saúde; atratividade, que mede aspectos ligados à cultura, gastronomia, lazer, turismo e popularidade nas redes sociais; e prosperidade, que leva em conta indicadores econômicos, mercado de trabalho, inovação, educação e presença de grandes empresas.
Ao todo, são analisados cerca de 50 indicadores, complementados por uma pesquisa de percepção em mais de dois mil domicílios estadunidenses. Os participantes responderam em quais cidades gostariam de morar, visitar e construir a carreira. A pontuação final resulta da combinação entre o desempenho das cidades e a forma como elas são percebidas pelos próprios cidadãos do país.


