Roteiros históricos: o que fazer em Paraty e Petrópolis no 7 de setembro

No litoral e na serra fluminense, as duas cidades combinam história e charme, com igrejas antigas, museus, casarões, pousadas acolhedoras e restaurantes que valorizam a gastronomia típica

CNN Viagem & Gastronomia, do Viagem & Gastronomia
Compartilhar matéria

O estado do Rio de Janeiro oferece diferentes tipos de turismo para os viajantes, desde as famosas praias até passeios em cidades históricas. Aos interessados em conhecer mais sobre o passado e a origem do Brasil, vale visitar Paraty, na Costa Verde, e Petrópolis, na serra fluminense. São escapadas ideais para o feriado de 7 de setembro, que cai em uma segunda-feira, garantindo três dias de descanso.

Ambos os municípios têm valor histórico para o país. Paraty enriqueceu no ciclo do ouro, deixando elementos do passado quase intactos pelas ruas do centrinho, reconhecido pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Por ali, resistem igrejas, casarões e construções dos séculos XVIII e XIX, muitas abrigando lojinhas, bares, restaurantes e centros culturais.

Por sua vez, Petrópolis, fundada por Dom Pedro II no século XIX, carrega a alcunha de "Cidade Imperial", com diversas atrações que lembram a época em que o imperador se refugiava na região. O município é rodeado por montanhas, com opções de cachoeiras, poços e trilhas. O destino também é reconhecido por sua tradição cervejeira, obtendo o título de Berço Imperial da Cerveja e mantendo um circuito dedicado à bebida.

Confira atrações em Paraty e Petrópolis para um roteiro histórico:

O que fazer em Paraty

Localizada a cerca de 240 km do Rio de Janeiro e 270 km de São Paulo, Paraty é uma boa opção para os viajantes de ambos os estados. O centro histórico é um dos principais destaques, com ruas de pedras irregulares, onde é proibida a passagem de carros.

Para começar, vale conhecer as igrejas que ajudam a contar a história do município. A Igreja de Santa Rita, por exemplo, tem interior barroco-rococó e abriga o Museu de Arte Sacra de Paraty. O prédio foi erguido em 1722 e fica em um largo de frente para a Baía de Paraty. O museu abre de quarta a domingo, inclusive feriados, e tem entrada gratuita.

Já a matriz da cidade é a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, de 1873, com pé-direito alto. Paraty começou a ser desenvolvida em torno dessa igreja, tanto que o primeiro nome foi Vila Nossa Senhora dos Remédios de Paraty. Quem visitar a cidade no feriado pode conferir a tradicional festa até o dia 8 de setembro, com programação cultural e musical de temática religiosa.

A poucos passos dali está a Igreja de Nossa Senhora das Dores, datada de 1800 e construída pelas mulheres da aristocracia paratiense. Até as pousadas ficam em prédios históricos. Um dos locais mais conhecidos é o Sandi Hotel, em um casarão do século XVIII, uma das primeiras pousadas de luxo da região. Há também a Casa Turquesa, com café da manhã caprichado e quartos que são um convite ao descanso com móveis rústicos.

Outra opção concorrida é a Pousada Literária, que ocupa um conjunto de casarões coloniais restaurados. Tombada pelo Patrimônio Histórico, se destaca pelo restaurante Quintal das Letras, aberto ao público, e fica ao lado da Livraria das Marés.

Por todo o centro, fique de olho nos carrinhos de doces, que são um patrimônio imaterial da cidade. Os mais comuns são rapadura, quindim, cocada e brigadeiro. Procure pelo Empório da Cachaça, com inúmeras cachaças regionais, além de doces, pimentas e cervejas. Na mesma pegada, A Caiçarinha reúne canecas, toalhinhas e objetos como um antigo armazém.

Paraty já foi cenário do CNN Viagem & Gastronomia, em que Daniela Filomeno conheceu as atrações históricas, fez passeio de barco e visitou restaurantes que fazem jus ao título de Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco. Confira a íntegra do programa acima.

Não se esqueça também dos passeios ao mar. Do Cais de Paraty, em frente à Igreja de Santa Rita, saem diariamente barcos e escunas para passeios pelas cerca de 65 ilhas da baía. Os roteiros e preços variam conforme a embarcação e a duração. Para te ajudar, confira um roteiro completo de três dias em Paraty.

O que fazer em Petrópolis

A cerca de 70 km do Rio em direção à serra, Petrópolis era o refúgio favorito de Dom Pedro II, devido ao clima ameno. Até hoje, a cidade carrega as heranças deixadas pela Família Imperial.

Na Avenida Koeler, no centro, os visitantes podem contemplar a Casa da Princesa Isabel, o Solar Dom Afonso, o Palácio Rio Negro (residência oficial de verão dos presidentes da República durante décadas) e a Catedral de São Pedro de Alcântara.

O templo, construído em estilo neogótico francês, é um dos principais cartões-postais da cidade. Dentro há um mausoléu, onde estão os restos mortais da Família Imperial, como Dom Pedro II, Dona Teresa Cristina e Princesa Isabel.

Outro ponto de destaque é o Museu Imperial, situado em um prédio rosa neoclássico e com acervo dedicado à memória da monarquia brasileira. Antigo Palácio de Verão de Dom Pedro II, o espaço tem mais de 300 mil itens ligados à família e ao passado imperial. Abre de terça a domingo, das 10h às 18h, mediante ingresso de R$ 10 a inteira.

Também não deixe de visitar o Palácio de Cristal, inaugurado em 1884 para abrigar exposições de flores, pássaros e produtos agrícolas. Foi lá que, em 1888, as últimas pessoas escravizadas de Petrópolis foram libertadas em uma celebração que contou com a presença da Princesa Isabel. Hoje, o local sedia eventos ao longo do ano.

A cidade também é lar da Casa de Santos Dumont, o inventor do avião. Conhecida como "A Encantada", servia de residência de verão para Santos Dumont. A construção em estilo chalé francês fica em um morrinho no centro. No interior, há invenções do aeronauta, como o chuveiro aquecido a álcool e os degraus recortados para facilitar os movimentos. A visita ocorre de terça a domingo, das 10h às 17h, mediante taxa de R$ 10 a inteira.

A história também está presente na tradição cervejeira de Petrópolis, que lhe rendeu o título de Berço Imperial da Cerveja. A primeira cervejaria do país, a Bohemia, foi fundada na cidade em 1853 e segue em funcionamento, abrindo para diferentes tours entre R$ 48 e R$ 150. Além disso, a cidade tem um Circuito Cervejeiro com cerca de 10 endereços como parte do roteiro. Durante o feriado, inclusive, há mais uma oportunidade de provar cervejas da região: a Oktoberfest Petrópolis ocorre de 4 a 7 e de 11 a 13 de setembro no Parque de Exposição de Itaipava.

Para quem se interessa por conexão com a natureza, vale visitar o Vale do Amor, santuário a céu aberto que contempla várias religiões. Além de ser um espaço para orar e meditar, é ideal para um passeio sem pressa com amigos e familiares nos jardins. A entrada é paga.

Se você é do time que gosta de aventura, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com sede em Petrópolis, Teresópolis e Guapimirim, é uma boa pedida. O Parnaso, como é chamado, conta com cachoeiras, poços, picos e trilhas, ideal para quem pretende praticar escalada, caminhada e rapel.

No centro da cidade, uma opção de hospedagem é o Solar do Império. O hotel ocupa dois palacetes históricos, ambos tombados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Já a Casa Marambaia fica em Corrêas, a 15 minutos do centro de Petrópolis, onde sofisticação e aconchego se encontram em meio a um ambiente natural exuberante. O hotel-boutique fica em um casarão de 1947, rodeado por jardins projetados por Burle Marx.

Daniela Filomeno também esteve na cidade para gravação do CNN Viagem & Gastronomia. Confira as demais atrações da cidade no episódio acima.

Acompanhe Viagens e Turismo nas Redes Sociais