Mercados tentam recuperar perdas após invasão à Ucrânia; IGP-M é destaque no Brasil

Após a forte quda de ontem, os mercados globais tentam se recuperar. No Brasil, o IPG-M de fevereiro é destaque

Thais Herédiada CNN

Em São Paulo

Ouvir notícia

O exército russo chegou à capital da Ucrânia e, mesmo com as sanções impostas pela União Europeia e Estados Unidos à Rússia, não há sinalização de recuo.

Sirenes, explosões e tiroteios já são ouvidos no centro de Kiev, não deixando dúvidas sobre a determinação de Putin. Mais de 130 ucranianos já foram mortos, há dezenas de feridos, entre eles muitos civis.

A reação dos mercados até agora é de tentativa de recuperar as fortes perdas acumuladas na semana. Os índices da Ásia fecharam em alta e na Europa operam no campo positivo. No dos EUA, os futuros operam no campo negativo.

O anúncio de sanções à Rússia, quase que exclusivamente financeiras, mais a sinalização de Joe Biden de que ainda não era o momento de impor interrupção do mercado de petróleo e gás, foi capaz de reduzir as perdas de ontem.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse há pouco que a Rússia reduziu sua dependência de importações e está mais protegida contra as sanções internacionais.

O principal índice da bolsa da Rússia está em alta de mais de 12%, após atingir perdas de 45% durante a terça-feira, encerrando o dia em baixa de 33%.

Nos mercados ocidentais, o foco agora se divide entre o avanço do confronto e o custo para as economias em recuperação e, principalmente, na inflação que pressiona a maioria dos países.

O VIX – índice de medo do mercado – continua em alta nesta sexta-feira (25), após registrar um aumento de mais de 20% ontem.

Os preços das commodities estão em queda nesta sexta-feira, mas ainda em patamares muito elevados. O petróleo Brent, que chegou a ficar acima dos U$ 105 ontem, era negociado abaixo dos US$ 100 nesta manhã.

Brasil

O índice futuro da B3 – a bolsa de valores brasileira – está negativo, seguindo as bolsas americanas. O mercado brasileiro conseguiu operar fora da tensão das últimas semanas com o fluxo de investidores estrangeiros. Segundo a B3, em fevereiro, a entrada de capital internacional já chega a quase US$ 30 bilhões.

O suporte ao Ibovespa e à queda do dólar ruiu com a invasão à Ucrânia, mas analistas consideram que o estrago seria muito pior se o cambio não tivesse valorizado tanto este ano.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) segue como único líder da América Latina a não se posicionar contra a invasão russa à Ucrânia e desautorizou o vice-presidente Hamilton Mourão que ontem havia declarado que o Brasil não concorda com a invasão do território ucraniano.

O IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) de fevereiro divulgado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) ficou em linha com as expectativas e no mesmo nível de janeiro. Por trás da alta de 1,83%, o índice dos preços no atacado continua pressionado, com alta de 2,36%, acima do mês passado.

Índices

O Ibovespa futuro tem queda de 0,47% com 112.052 pontos. O dólar cai 0,40% sendo cotado a R$ 5,08 e o S&P futuro também tem leve queda de 0,37%.

Agenda do Dia

Na agenda desta sexta-feira (25), além do IGP-M, o Banco Central divulgou há pouco o resultado do setor público consolidado, que registrou superávit em janeiro de mais de R$ 100 bilhões.

No exterior, tem a divulgação do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), índice de inflação mais importante para as decisões do FED – o banco central americano -, chama a atenção e as previsões apontam para uma inflação em alta e resistente, acima dos 5%.

Mais Recentes da CNN