Vacina da gripe reduz de 20% a 30% a incidência de infarto, diz Dr. Kalil
Especialista destaca que a imuniuzação é tão importante quanto controle de colesterol, hipertensão e atividade física na prevenção de doenças cardiovasculares
A vacinação contra a gripe pode reduzir significativamente o risco de infarto e AVC (acidente vascular cerebral), explicou o Dr. Roberto Kalil durante participação do Live CNN nesta segunda-feira (20).
"A vacina para a gripe se torna extremamente importante ao preduzir de 20% a 30% a incidência de infarto e acidente vascular cerebral", afirmou Dr. Kalil, destacando que essa redução representa um impacto significativo na saúde pública do país.
O mecanismo de proteção está relacionado à prevenção da inflamação causada pela gripe. "O quadro da gripe inflama os tecidos, as artérias, tanto do coração como do cérebro e facilita, obviamente, um evento como um infarto e um acidente vascular cerebral", explicou o médico.
Vacinação como parte essencial da prevenção cardiovascular
Dr. Kalil enfatizou que a vacinação deve ser considerada parte fundamental dos cuidados preventivos contra doenças cardiovasculares, ao lado de outras medidas importantes. "Controlar o colesterol, o diabetes, a hipertensão, fazer exercício, não fumar e se vacinar", listou Dr. Kalil como fatores essenciais para a prevenção.
O especialista destacou que todos os consensos das sociedades médicas do mundo indicam a vacinação como uma "grande arma" para reduzir a taxa de infarto e AVC, que juntos matam aproximadamente 20 milhões de pessoas anualmente no mundo.
A proteção proporcionada pela vacina contra a gripe não se limita apenas a pessoas idosas ou com histórico de problemas cardíacos. Segundo o médico, a vacinação é recomendada para todas as idades, inclusive jovens, já que o infarto também pode acometer pessoas mais jovens. "Vale para todo mundo em qualquer idade. Principalmente que a doença, o infarto, ele acontece em jovens também", ressaltou.
Dr. Kalil também desmistificou a ideia de que mulheres não sofrem infartos. Ele explicou que, embora a incidência seja menor até a menopausa, depois desse período a probabilidade se iguala à dos homens. "A mulher jovem também infarta", alertou.
O médico elogiou ainda o sistema de imunização brasileiro, classificando-o como "extremamente competente, com uma distribuição homogênea" e "muito eficiente". "Então, não tem por que não se vacinar", concluiu.


