Quanto custa viajar para Nova York: do visto às atrações da Big Apple

Levantamento lista os principais gastos da viagem, incluindo documentos, passagens, hospedagem e transporte, além de recomendar opções de restaurantes

Mirella Cordeiro e Saulo Tafarelo, do Viagem & Gastronomia
Compartilhar matéria

Nova York, nos Estados Unidos, está entre os destinos mais desejados do mundo. Cenário de filmes e séries como "O Diabo Veste Prada", "Esqueceram de Mim", "O Lobo de Wall Street" e "Friends", a cidade alimenta o imaginário de viajantes há décadas. Mas, antes de cruzar o Atlântico, uma dúvida costuma surgir: afinal, quanto custa viajar para Nova York?

Em 2025, a Big Apple recebeu 65 milhões de visitantes domésticos e estrangeiros, segundo o New York City Tourism + Conventions. Desse total, 670 mil eram brasileiros, o que colocou o Brasil entre os cinco principais mercados emissores de turistas internacionais para a cidade, atrás apenas de Reino Unido, Canadá, Itália e França.

A expectativa é de que o destino mantenha o ritmo de crescimento em 2026, impulsionado, entre outros fatores, pelo fato de ser uma das sedes da Copa do Mundo. Recentemente, Nova York foi eleita a melhor cidade dos Estados Unidos em 2026, destacando-se em fatores como força econômica e vida cultural.

Se você pretende conhecer a Big Apple neste ano, o CNN Viagem & Gastronomia reuniu os principais custos da viagem, incluindo visto, passagens aéreas, hospedagem e atrações. Os valores foram calculados com base na cotação do dólar na data de publicação desta matéria e são apenas demonstrativos, podendo sofrer variações. Confira:

Passaporte e visto

Para realizar o sonho de viajar a Nova York, o primeiro passo é garantir a documentação para entrar nos Estados Unidos. Comece pelo passaporte: é possível fazer a solicitação, pagar a taxa de R$ 257,25 e agendar o atendimento em uma unidade da Polícia Federal no portal Gov.br.

Depois, deve-se garantir o visto para o país. Atualmente, a taxa para a tentativa de obter o visto de não imigrante B1/B2, cujo foco é turismo e negócios, tem valor de US$ 185 (cerca de R$ 945, na cotação atual). O passo a passo de como tirar o visto de turista está disponível na página oficial do Departamento de Estado dos Estados Unidos (em inglês).

Recentemente, os Estados Unidos instituíram uma taxa adicional de US$ 750 (cerca de R$ 3.831) para que solicitantes do visto B1/B2 consigam um agendamento prioritário da entrevista. O valor não substitui a taxa regular de US$ 185 do visto, já que é um serviço opcional que não garante a aprovação do documento, mas sim a possibilidade de marcar a entrevista em até dez dias úteis, conforme a disponibilidade do consulado.

Passagens aéreas e melhores épocas

Comprar as passagens é um dos momentos mais importantes do planejamento de uma viagem, já que marca o início da concretização dos planos.

Nova York é servida por três grandes aeroportos. O principal é o Aeroporto Internacional John F. Kennedy, que fica a cerca de 30 km de Manhattan. Mas existem outras opções, como o Aeroporto de LaGuardia, no Queens, e o Aeroporto Internacional de Newark, em Nova Jersey, a cerca de 25 km de Manhattan, sendo um dos principais aeroportos da Área Metropolitana de Nova York.

Segundo dados do Skyscanner, com base em buscas realizadas de maio de 2026 a abril de 2027, os meses mais baratos para viajar de São Paulo a Nova York são novembro, fevereiro e março. Já as tarifas mais altas costumam ser encontradas em maio, julho e setembro. Os valores médios são referentes às passagens de ida e volta em assentos em classe econômica — vale lembrar que os preços mudam de acordo com a proximidade da data e da demanda.

Confira abaixo os preços médios para os próximos meses:

  • Agosto de 2026 - a partir de R$ 2.711
  • Setembro de 2026 - a partir de R$ 2.768
  • Outubro de 2026 - a partir de R$ 2.355
  • Novembro de 2026 - a partir de R$ 2.188
  • Dezembro de 2026 - a partir de R$ 2.463
  • Janeiro de 2027 - a partir de R$ 2.575
  • Fevereiro de 2027 - a partir de R$ 2.326
  • Março de 2027 - a partir de R$ 2.331
  • Abril de 2027 - a partir de R$ 2.345

Quando viajar para Nova York?

Além dos valores das passagens, surge a pergunta: qual a melhor época para visitar Nova York? A cidade pode ser visitada em qualquer época do ano, mas a experiência muda bastante conforme a estação. As quatro estações são bem definidas e transformam não somente a paisagem, mas também o clima e até o ritmo da cidade, influenciando desde os passeios ao ar livre até a programação cultural.

O verão, de junho a agosto, é marcado pelo calor e pela umidade, com termômetros que frequentemente ultrapassam os 30 ºC. Em compensação, Nova York fica mais vibrante, com uma intensa programação ao ar livre, shows e rooftops movimentados, além de dias mais longos que permitem aproveitar melhor as atrações.

O outono, entre setembro e novembro, traz temperaturas mais agradáveis e um clima seco, enquanto as árvores mudam para tons de amarelo, laranja e vermelho. É época das celebrações de Halloween e da Parada de Ação de Graças da Macy's.

No inverno, de dezembro a fevereiro, as temperaturas despencam abaixo de 0ºC e tempestades de neve podem ocorrer, especialmente em janeiro e fevereiro. Durante o período natalino, a cidade ganha uma atmosfera especial com a árvore do Rockefeller Center, as pistas de patinação no gelo e as vitrines decoradas. Depois do Ano-Novo, os dias ficam mais curtos e o inverno mostra sua face mais rigorosa.

Por fim, há a primavera, entre março e maio. Enquanto março ainda costuma ser frio e instável, abril e maio são marcados por temperaturas mais amenas, geralmente entre 10ºC e 20ºC. O Central Park ganha novas cores com a floração e os cafés voltam a ocupar as calçadas, sendo uma boa época para caminhar pela cidade.

Escolha do seguro-viagem

Depois de garantir os documentos, definir a data da viagem e comprar as passagens, é importante buscar um seguro-viagem. Apesar de não ser obrigatório para entrar nos Estados Unidos, o seguro garante que o viajante tenha os gastos cobertos caso aconteça alguma emergência médica.

Os Estados Unidos são famosos pelos altos custos com despesas médicas. Segundo a International Citizens Insurance, uma visita ao pronto-socorro pode custar entre US$ 700 e US$ 3.400 (entre R$ 3.575 e R$ 17.367, aproximadamente). Por isso, contratar um seguro viagem é altamente recomendado para evitar gastos inesperados em caso de imprevistos.

Alguns cartões de crédito, como os das categorias Mastercard Black e Platinum ou Visa Platinum, Signature e Infinite, oferecem seguro-viagem como benefício. Se esse for o seu caso, consulte a administradora ou a bandeira do cartão para verificar as condições e ativar a cobertura antes do embarque.

Caso não tenha essa possibilidade, há várias opções no mercado com diferentes coberturas. A empresa Assist Card, por exemplo, tem preços que vão de R$ 804 a R$ 3.100, considerando sete dias de viagem para quatro pessoas, sendo duas adultas e dois menores de idade. Pela Omint, os valores ficam entre R$ 1.300 e R$ 3.100.

Pacote de dados

Ter acesso à internet durante a viagem faz toda a diferença. A conexão é essencial para consultar mapas, pesquisar restaurantes, comprar ingressos e usar aplicativos de transporte.

Para isso, alguns planos pós-pagos de operadoras brasileiras oferecem roaming internacional, permitindo que você continue conectado mesmo fora do país. Se não for seu caso, há opção de comprar um chip físico internacional. Isso pode ser feito ainda no Brasil, já que algumas empresas entregam o cartão SIM em casa. Os valores variam entre US$ 32 e US$ 46 (cerca de R$ 163 a R$ 235) nas empresas America Chip e Easysim4u para sete dias.

Outra alternativa é contratar um eSIM (chip virtual), disponível por meio de empresas especializadas e, em alguns casos, de bancos digitais. Antes da viagem, vale consultar sua operadora e seu banco para verificar as opções disponíveis. Empresas como Airalo e Holafly oferecem eSIM (chip virtual) com pacote de dados ilimitado de sete dias por aproximadamente US$ 27 (cerca de R$ 138).

Como se deslocar em Nova York

Nova York é uma cidade em que as regiões devem ser conhecidas e percorridas a pé. Para se movimentar de uma região a outra, a cidade conta com um sistema de transporte público bastante robusto, que abrange principalmente metrô, ônibus e balsas.

Neste ano, o antigo bilhete magnético (MetroCard) chegou ao fim. Agora, o sistema padrão é o Omny, que realiza pagamentos por aproximação. Basta passar o celular (ou smartwatch) com acesso à carteira digital (Apple Pay, Google Pay, Samsung Pay) ou o próprio cartão de crédito/débito que aceite aproximação direto na catraca.

  • Metrô

A tarifa base para o metrô e para os ônibus locais é de US$ 3 (cerca de R$ 15) por viagem, independentemente da distância. Não é necessário escolher ou comprar um passe ilimitado com antecedência.

À medida que você usa o mesmo método de pagamento ao longo dos dias, o Omny calcula os gastos automaticamente. Quando o teto semanal de US$ 35 (cerca de R$ 178, o equivalente a 12 viagens pagas) for atingido, todas as demais passagens dentro daquele período de 7 dias não são cobradas. O controle é automático, desde que o método de pagamento usado seja o mesmo.

Além disso, o sistema oferece integração livre: se você pegar o metrô e depois um ônibus local (ou vice-versa) em um intervalo de até duas horas, a segunda viagem não será cobrada.

Além dos dispositivos como celulares e relógios ou os cartões de crédito e débito, há também a opção de comprar um cartão Omny físico pré-pago. Eles são vendidos em redes de farmácias ou nas máquinas das estações, em que é possível carregá-los com o valor desejado.

O metrô de Nova York funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, e é a forma mais eficiente de se chegar nas principais atrações e áreas turísticas. A sugestão é adotá-lo como meio de transporte principal e dividir a viagem em regiões. O ideal é planejar um dia ou um período para uma determinada região e explorá-la com ajuda das linhas do metrô e da boa e velha caminhada.

  • Como ir dos aeroportos até Manhattan de metrô?

Do Aeroporto JFK
As linhas de metrô não chegam diretamente dentro dos terminais. Portanto, a viagem é dividida em duas etapas: deve-se pegar o monotrilho do próprio aeroporto (AirTrain) e, depois, o metrô. A passagem do monotrilho sai por US$ 8,75 (cerca de R$ 44), enquanto a do metrô sai por US$ 3 (cerca de R$ 15) — o pacote completo, nesse caso, sai por US$ 11,75 (cerca de R$ 60).

Caso esteja hospedado na região de Midtown, pegue o AirTrain com destino à Jamaica Station. Caso o hotel fique em Lower Manhattan, pegue o AirTrain com destino à Howard Beach Station. Na Jamaica Station, siga as placas para a Linha E (Azul) no sentido Manhattan/World Trade Center, que cruza o centro de Manhattan, passando por áreas como a 5ª Avenida e a região da Times Square. Ou, na Howard Beach Station, siga as placas para a Linha A (Azul) no sentido Manhattan/Inwood, que leva direto para a parte sul da ilha (como Wall Street, Chinatown e Tribeca). Todas as informações podem ser consultadas na página oficial do aeroporto.

Dica: caso desça na Jamaica Station, é possível optar pelo LIRR (Long Island Rail Road), trem que segue diretamente para a Penn Station ou para a Grand Central, em Manhattan, em cerca de 20 minutos. A passagem é comprada separadamente nas máquinas da plataforma e custa entre US$ 14 e US$ 16 (de R$ 71 a R$ 81, aproximadamente), a depender dos horários de pico.

Do Aeroporto de Newark
O aeroporto também usa o AirTrain para levar viajantes até a estação de trens da NJ Transit — aqui não há ligação direta com o metrô, pois se trata de um aeroporto em outro estado. Todas as informações podem ser conferidas na página oficial.

Do Aeroporto LaGuardia
O aeroporto não possui AirTrain nem é conectado por estações de trem e metrô. Deve-se pegar um ônibus gratuito (o Q70 LGA Link Bus) nos terminais B e C, que leva os viajantes até as estações de metrô Jackson Heights-Roosevelt Ave e 74 St-Broadway. Todas as informações podem ser conferidas na página oficial.

  • Ônibus

Os ônibus podem ser usados em percursos mais curtos dentro da cidade: a tarifa é a mesma de US$ 3 (cerca de R$ 15), com sistema de aproximação. A única exceção são os Ônibus Expressos, que conectam bairros muito distantes e custam US$ 7,25 (cerca de R$ 37).

  • Balsas

As balsas complementam o sistema de mobilidade, mas funcionam de forma independente do Omny. Há, por exemplo, a Staten Island Ferry, totalmente gratuita, que conecta o extremo sul de Manhattan a Staten Island, passando bem perto da Estátua da Liberdade. É só chegar e embarcar. Outra opção é a NYC Ferry, rede de barcos que liga Manhattan a pontos turísticos do Brooklyn e Queens. A passagem custa US$ 4,50 (cerca de R$ 23) e deve ser comprada separadamente nas máquinas dos terminais ou por aplicativo próprio.

  • Táxis e aplicativos de corrida

Com relação aos automóveis, há oferta dos famosos táxis amarelos e aplicativos de corrida. O taxímetro começa em US$ 3 (cerca de R$ 15), mais algumas taxas estaduais fixas. Saiba sobre as regras de tarifas e cobranças na página oficial.

Com relação aos apps de transporte, Uber e Lyft são os mais usados.

Onde se hospedar em Nova York

Nova York se divide em cinco distritos ("boroughs"): Manhattan, Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island.

As principais atrações turísticas de Nova York se concentram em Manhattan, ilha dividida em diferentes bairros e regiões. Em Midtown Manhattan, por exemplo, ficam a Times Square, o Empire State Building e os teatros da Broadway. Já em Lower Manhattan estão o World Trade Center, o Memorial & Museu Nacional do 11 de Setembro e a Wall Street.

Caso a sua prioridade seja visitar museus, o Upper East Side é o local ideal para procurar a hospedagem: o bairro abriga o Museum Mile, um trecho da 5ª Avenida que reúne diversas opções culturais, indo do Metropolitan Museum of Art (Met) e passando pelo Guggenheim, pelo Cooper Hewitt, pelo Museu Judaico e vários outros.

Cosmopolita, Nova York possui desde as bandeiras dos hotéis mais luxuosos do mundo até grandes redes que podem funcionar por conta do custo-benefício.

  • Hospedagens em Manhattan

Para quem busca uma experiência de alto padrão, o Park Hyatt New York, em frente ao Carnegie Hall e a poucos passos do Central Park, oferece suítes amplas e sofisticadas, além de restaurante e bar. As diárias partem de US$ 1.130 (cerca de R$ 5.772).

Outra opção de luxo é o The Carlyle, A Rosewood Hotel, ícone da hotelaria nova-iorquina localizado próximo ao Central Park e à Madison Avenue. Instalado em um edifício Art Déco, combina gastronomia, apresentações de jazz e experiências exclusivas, sendo um dos hotéis queridinhos das celebridades na época do Met Gala. As diárias começam em US$ 1.550 (cerca de R$ 7.917).

Ainda na hotelaria de alto padrão, a cidade também assistiu à recente reabertura de hotéis emblemáticos, que passaram por reformas avaliadas em cifras milionárias. No radar de novidades, entram na conta o Waldorf Astoria New York, em Midtown, com 375 acomodações e estilo Art Déco; o Four Seasons Hotel New York, na "Billionaires' Row", entre as avenidas Park e Madison, com mais de 300 acomodações em 52 andares; e o W New York - Union Square, que passou a servir como a principal unidade global da marca, com 256 acomodações logo em frente ao Union Square Park.

No fim do ano passado, a marca argentina Faena desembarcou na cidade com o Faena New York, situado no oeste de Manhattan, com vistas para o parque High Line. Vale destacar que o grupo brasileiro Fasano também tem uma unidade em Nova York, o Fasano Fifth Avenue, localizado na 5ª Avenida, entre as ruas 62 e 63, com vistas para o Central Park.

Para quem procura uma hospedagem mais acessível, o The FiDi Hotel, no Distrito Financeiro, oferece quartos modernos, academia e terraços, com diárias a partir de US$ 163 (cerca de R$ 832) para duas pessoas.

O Public Hotel Lower East Side também tem preços competitivos — em certas datas, como em agosto, diárias podem ficar na casa dos US$ 300 (cerca de R$ 1.532). Fica na divisa entre os bairros de East Village, Nolita e Lower East Side, com uma boa localização para percorrer o centro de Manhattan. Os quartos têm design sofisticado e o hotel conta com rooftop e até boate subterrânea.

Na divisa entre Midtown e Hell's Kitchen, o Romer Hell's Kitchen, aberto em 2023, também é elogiado pelo bom custo-benefício, com diárias variáveis que podem partir de US$ 289 (cerca de R$ 1.476). Fica próximo da Broadway, da Times Square e das atrações do miolo de Midtown.

  • Hospedagens fora de Manhattan

No Brooklyn, o The William Vale é uma das hospedagens mais conhecidas da região, com arquitetura contemporânea, vista para o horizonte de Manhattan e piscina ao ar livre. O hotel também reúne bares e restaurantes, incluindo um rooftop. As diárias para duas pessoas variam entre US$ 377 e US$ 948 (de R$ 1.925 a R$ 4.842).

Inaugurado em 2022, o Ace Hotel Brooklyn aposta em um design contemporâneo com obras de artistas locais e uma oferta gastronômica que inclui restaurante italiano, experiência omakase e um bar no lobby. As diárias para duas pessoas partem de US$ 269 (cerca de R$ 1.374).

Também no Brooklyn, no bairro de Williamsburg, o Moxy Brooklyn Williamsburg oferece uma hospedagem descontraída a poucos passos de restaurantes, cafeterias, lojas independentes e do Domino Park, além de uma curta caminhada do metrô para quem deseja um fácil acesso a Manhattan. Em certas datas de agosto, por exemplo, as tarifas podem partir de US$ 252 (cerca de R$ 1.287).

Com mais de 200 acomodações, o descolado W Hoboken fica à beira do Rio Hudson, na cidade de Hoboken, no estado de Nova Jersey, com vistas diretas para a Big Apple. Fica a menos de 10 minutos a pé do terminal de uma estação de trem e da balsa para Manhattan. Em certas datas de agosto, por exemplo, diárias podem partir de US$ 353 (cerca de R$ 1.803).

Onde comer em Nova York

Nova York ficou no 15º lugar entre as melhores cidades do mundo para comer em 2026. Segundo a publicação Time Out, a cidade tem uma rica mistura de culinárias de imigrantes, oferecendo algumas das melhores pizzas, bagels e pastrami dos Estados Unidos.

Entre os restaurantes, o Le Bernardin é uma das principais referências da alta gastronomia em Nova York. Com três estrelas Michelin e comandado pelo chef francês Éric Ripert, o restaurante é especializado em frutos do mar e oferece menus degustação e opções à la carte. O almoço custa a partir de US$ 139 (cerca de R$ 710) e o jantar, US$ 220 (cerca de R$ 1.123).

Para uma experiência mais tradicional, o Katz's Delicatessen, aberto desde 1888 no Lower East Side, é um dos endereços mais famosos da cidade para provar o clássico sanduíche de pastrami. O lanche custa US$ 28,95 (cerca de R$ 147).

Já o Chelsea Market é uma boa opção para quem deseja experimentar diferentes sabores em um só lugar. O mercado gastronômico reúne restaurantes, cafés e lojas de produtos artesanais, com opções que vão de lobster roll, como no Lobster Place, a salsichas alemãs, em diferentes faixas de preço.

Com várias unidades em Nova York, a rede Luke's Lobster é um dos endereços mais procurados para provar o tradicional lobster roll, um dos sanduíches mais famosos da costa leste dos Estados Unidos. A iguaria tem um preço médio de US$ 28 (cerca de R$ 143).

Para uma cozinha contemporânea americana, a sugestão é o Estela, do chef Ignacio Mattos. Com uma estrela Michelin, a casa conquista pelo ambiente descontraído e pelas criações saborosas, sendo ponto de encontro no bairro de Nolita para um jantar, para um brunch com amigos no fim de semana ou para um drinque no fim da noite. Os pratos variam de US$ 6 a US$ 54 no jantar (entre R$ 30 e R$ 275).

Na mesma pegada moderninha, aposte no Wildair, no Lower East Side, com cardápio enxuto, ambiente descontraído e carta de vinhos focada em rótulos naturais, orgânicos e biodinâmicos. O menu tem crudos, tartare, azeitonas recheadas e wagyu. A maior parte dos pratos sai entre US$ 18 e US$ 45 (de R$ 92 a R$ 230).

Para entrar no clima mais tradicional de Nova York, vale reservar uma refeição na Lombardi's, considerada a primeira pizzaria dos Estados Unidos. Inaugurada em 1905 em Little Italy, a casa é reconhecida por ter ajudado a popularizar o estilo de pizza nova-iorquino. O cardápio inclui massas e saladas, mas a estrela continua sendo a redonda centenária, com massa mais fina. Além da clássica margherita, há diversos sabores tradicionais e edições limitadas. As pizzas têm valores acima de US$ 20 (cerca de R$ 102) .

Para um docinho, a Levain Bakery vende seus famosos cookies em diversos pontos da cidade, desde o Upper East Side até Williamsburg e Harlem. Algumas unidades costumam ter filas na porta, com visitantes e moradores à procura dos cookies com casquinha crocante, interior macio e generosamente recheados. Cookies tradicionais saem por mais de US$ 5 (cerca de R$ 25).

Já o bar de vinhos Lei, em Chinatown, é uma novidade fresquinha e premiada. Recentemente, foi considerado o Melhor Novo Restaurante dos EUA pelo James Beard Awards. A casa, de apenas 28 lugares, serve uma ampla seleção de vinhos de produtores clássicos e de vinicultores emergentes, com cardápio que reflete pratos da culinária chinesa que vão de US$ 9 a US$ 38 (de R$ 46 a R$ 194). Para bebericar em grande estilo, considere o Double Chicken Please, no Lower East Side, e o Sip & Guzzle, no Greenwich Village, que já foram eleitos os melhores bares da América do Norte pelo 50 Best Bars.

Outra novidade fresquinha para conhecer em primeira mão é o Graciela, em West Village, nova casa liderada pelo restaurateur argentino Pablo Rivero, que transformou o Don Julio, em Buenos Aires, em um dos restaurantes mais premiados do mundo. Inspirado nos bodegones argentinos, abre no dia 14 de julho e marca a primeira empreitada de Rivero fora da Argentina.

Precisando de mais dicas? Confira sugestões para todos os bolsos e gostos nas matérias a seguir:

O que fazer em Nova York: principais atrações

Nova York tem uma infinidade de atividades. Um dos atrativos que dispensa apresentações é o Central Park, onde é possível caminhar, andar de bicicleta, visitar o zoológico e o memorial dedicado a John Lennon e provar comidinhas em diferentes barracas.

É possível emendar o passeio no Metropolitan Museum of Art, com entrada pela 5ª Avenida, onde se encontram obras de Van Gogh, Monet e Picasso, por exemplo. Os ingressos custam US$ 30 (cerca de R$ 153) para adultos, US$ 22 (cerca de R$ 112) para idosos e US$ 17 (cerca de R$ 86) para estudantes.

O Museu Americano de História Natural é outro endereço icônico. Cenário do filme "Uma Noite no Museu", é uma das atrações de maior sucesso da cidade, com fósseis de dinossauros, planetário e salas interativas. Os ingressos custam US$ 37 (cerca de R$ 189) para adultos, US$ 22 (cerca de R$ 112) para crianças entre 3 e 12 anos e US$ 30 (cerca de R$ 153) para estudantes.

Por falar em museus, o MoMA (Museu de Arte Moderna) tem seis andares e aproximadamente 200 mil obras em sua coleção, dentre Andy Warhol, Paul Cézanne, Van Gogh, Pablo Picasso e o brasileiro Dalton Paula. Para visitar, é necessário garantir ingressos por US$ 30 (cerca de R$ 153) para adultos, US$ 17 (cerca de R$ 86) para estudantes e US$ 22 (cerca de R$ 112) para idosos.

Na mesma região, não deixe de garantir fotos na Times Square e aproveitar o agito no cruzamento mais famoso do mundo. Também vale a pena se planejar com antecedência para assistir a um espetáculo na Broadway. A maior parte dos teatros está concentrada no Theater District, entre as ruas 42 e 53, nos arredores da Times Square.

É claro que uma viagem a Nova York não fica completa sem a Estátua da Liberdade, um dos maiores símbolos da cidade. Para admirá-la de perto, é preciso embarcar em uma balsa. Uma das opções mais populares é o Staten Island Ferry, serviço gratuito que liga o terminal de Whitehall, em Manhattan, a St. George, em Staten Island. Embora não faça parada na ilha da estátua, o trajeto passa bem próximo ao monumento e oferece uma das melhores vistas, sem custo, do cartão-postal.

Se você quiser subir na estátua, o ideal é comprar o passeio com a Statue City Cruises. É possível visitar apenas a Estátua da Liberdade por US$ 26 (cerca de R$ 132).

Outro cartão-postal imperdível é a Brooklyn Bridge, que liga Manhattan ao Brooklyn e se estende por cerca de 1,8 km. Além de atravessá-la a pé ou de bike e apreciar a vista para o horizonte de Nova York, vale fazer uma parada na Washington Street, entre as ruas Front e Water, no bairro de Dumbo. Dali, é possível registrar um dos enquadramentos mais famosos da cidade, com a ponte ao fundo.

Um dos maiores símbolos da cidade, o Empire State Building é apenas um dos arranha-céus com mirantes que oferecem vistas privilegiadas para toda Nova York — visitar o deque principal no 86º andar sai a partir de US$ 44 (cerca de R$ 224) por adulto.

Outras sugestões são o Top of the Rock, no Rockefeller Center; o Summit One Vanderbilt, com experiências imersivas; o Edge NYC, no 100º andar do 30 Hudson Yards, com piso de vidro, bar e vistas 360º de Nova York; e o One World Observatory, o mirante mais alto de todo o Hemisfério Ocidental, no topo do One World Trade Center, ocupando os andares 100 a 102.

Nova York também surpreende com endereços não tão óbvios. No âmbito da cultura, as dicas vão desde a Gagosian Gallery, galeria de arte contemporânea de entrada gratuita na Madison Avenue; passando pela The Frick Collection, no Upper East Side, reconhecida pela vasta curadoria de arte antiga; até o The Noguchi Museum, no Queens, que reúne museu e jardim de esculturas projetados pelo escultor nipo-americano Isamu Noguchi — a entrada geral sai US$ 16 (cerca de R$ 81).

Recentemente, a cidade testemunhou a reabertura do New Museum, dedicado à arte contemporânea na vizinhança de Bowery. O tíquete sai por US$ 25 (cerca de R$ 127) por adulto.

Ainda pouco conhecido, o Domino Park se estende por 400 metros à beira do East River, em Williamsburg, no Brooklyn, com áreas verdes, pontos de recreação e vistas diretas para Manhattan. Outra dica de parque ao ar livre é o Little Island, dentro do Hudson River Park, no Pier 55. Parte de sua estrutura fica em cima da água, descrito muitas vezes como um "oásis urbano". Embora já mais conhecido, também vale adicionar ao roteiro um passeio no High Line, parque linear com pouco mais de 2 km de comprimento que ocupa uma linha ferroviária em desuso e que atravessa os bairros de Meatpacking District, Chelsea e Hell's Kitchen.

Se a ideia é curtir a cidade ao lado de crianças e adolescentes, Nova York possui uma grande variedade de atrações para colocar na lista. Confira essas e outras dicas nas matérias abaixo:

 

Acompanhe Viagens e Turismo nas Redes Sociais