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    Lady Di, Evita, Senna: lembre de funerais que reuniram milhões de pessoas

    Estimativa para a despedida da rainha Elizabeth é de público menor que outros líderes pelo mundo, mas números podem mudar até o enterro

    Funeral de Eva Perón em 1952, após sua morte por um câncer de colo do útero
    Funeral de Eva Perón em 1952, após sua morte por um câncer de colo do útero Archive Photos/Getty Images

    Anna Gabriela Costada CNN

    em São Paulo

    A cerimônia do funeral da rainha Elizabeth II, na Abadia de Westminster, no Reino Unido, é considerada uma das maiores ocasiões diplomáticas do século.

    A solenidade, porém, reúne não só autoridades das principais nações, mas também milhares de pessoas que acompanham desde o cortejo inicial até o enterro da monarca.

    A estimativa do Reino Unido é que ao menos 750 mil pessoas passem pelo funeral da rainha Elizabeth II, e a fila para observar o caixão da monarca chegou a oito quilômetros, com tempo de espera de mais de 8 horas. No entanto, só será possível saber se a estimativa vai se cumprir ou se o público vai passar desse volume após o enterro da monarca.

    O funeral de Elizabeth II, a rainha mais longeva da história, atrai filas quilométricas de súditos e até pessoas de outros países. Assim como a despedida da rainha, outros funerais atraíram multidões e em alguns o público passou a quantidade de milhões.

    Princesa Diana

    Príncipes e o então príncipe Charles acompanham funeral da princesa Diana / Photo by Peter Turnley/Corbis/VCG via Getty Images

    Em 6 de setembro de 1997, o funeral da princesa Diana também levou os londrinos e pessoas de todo o mundo às ruas. A estimativa é de que 2,5 milhões de pessoas tenham acompanhado as cerimônias de despedida de Lady Di.

    Diana, que foi casada com o então príncipe Charles III, morreu em um acidente de carro em Paris. A mídia local considera que ela não teve um Funeral de Estado, no entanto, a cerimônia teve elementos de um funeral de chefe de Estado.

    A cerimônia oficial ocorreu na Abadia de Westminster, onde ocorrerá o funeral da rainha Elizabeth II, na próxima segunda-feira (19).

    Winston Churchill

    A carruagem de armas com o caixão do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill se aproxima da Catedral de São Paulo em Ludgate, Londres, durante seu funeral, em 30 de janeiro de 1965 / Central Press/Hulton Archive/Getty Images

    Quando Elizabeth II assumiu como rainha após a morte de seu pai, o rei George VI, o primeiro-ministro britânico em exercício era Winston Churchill.

    Churchill ocupou o cargo entre 1940 e 1945, liderando o Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, e posteriormente de 1951 até 1955, quando renunciou ao mandato pouco antes de completar 80 anos.

    Seu funeral ocorreu em 30 de janeiro de 1965 e recebeu ao menos 1 milhão de pessoas. Foi o primeiro Funeral de Estado de um político no século, e o maior evento nacional desde a Coroação em 1953.

    Papa João Paulo II

    Funeral Papa João Paulo II
    Dois milhões de fiéis e cardeais assistem ao funeral do Papa João Paulo II no Vaticano, em Roma, em 8 de abril de 2005 / Gianni GIANSANTI/Gamma-Rapho via Getty Images

    Aproximadamente duas milhões de pessoas foram à Roma em 8 de abril de 2005 para despedir-se do papa João Paulo II.

    A cerimônia reuniu líderes mundiais, como o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o rei Juan Carlos da Espanha.

    As ruas de Roma, onde está a Cidade do Vaticano, ficaram congestionadas devido ao fluxo de peregrinos em direção à Praça de São Pedro, onde ocorreu a cerimônia.

    O funeral foi seguido por nove dias de luto da Igreja Católica.

    Eva Perón

    Funeral de Eva Perón em 1952, após sua morte por um câncer de colo do útero / Archive Photos/Getty Images

    A atriz e primeira-dama da Argentina Eva Perón morreu em 1952, aos 33 anos, vítima de um câncer.

    Evita Perón, como era conhecida, era tão amada pelos argentinos que seu velório durou duas semanas e reuniu 2 milhões de pessoas em Buenos Aires.

    Adorada no país, a primeira-dama foi embalsamada e aguardou por três anos a construção de um monumento para seu sepultamento, o que nunca aconteceu.

    Em 1955, as forças militares da Argentina derrubaram o então presidente Juan Domingo Perón e esconderam o corpo de Evita, com o intuito de evitar que ele se tornasse uma arma contra o regime, tamanho o seu simbolismo.

    Assim que o desaparecimento do corpo de Evita veio a público, pichações se multiplicaram pelo país com os dizeres “Onde está o corpo de Eva Perón?”, além de prisões e mortes de personalidades que condenaram o roubo do cadáver da primeira-dama argentina.

    O corpo foi devolvido apenas 16 anos depois do seu desaparecimento.

    Seu túmulo no cemitério de La Recoleta, na cidade de Buenos Aires, ainda está enfeitado com flores frescas e mensagens de seus apoiadores, e sua figura continua inspirando expressões artísticas.

    Ayrton Senna

    Funeral do Ayrton Senna em São Paulo / Pascal Le Segretain/Sygma via Getty Images

    Um dos maiores ídolos do Brasil, o tricampeão mundial de fórmula 1 Ayrton Senna morreu em um acidente do GP de Imola, na Itália, em 1º de maio de 1994.

    No dia 5 de maio, sua despedida foi um grande acontecimento no Brasil. O velório foi realizado no salão nobre da Assembleia Legislativa, em São Paulo, e mais de cem mil pessoas entraram no salão para despedir-se do atleta.

    Nas ruas, porém, a estimativa é de que 3 milhões de pessoas tenham ido às ruas para acompanhar o cortejo fúnebre do ídolo na capital paulista.

    O túmulo de Ayrton Senna, no Cemitério do Morumbi, ainda é visitado constantemente por fãs do mundo inteiro.