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    “Só novas sanções podem parar a Rússia”, diz premiê tcheco

    Declaração foi feita em postagem no Twitter nesta segunda-feira (21)

    Estragos provocados pela guerra em Mariupol, na Ucrânia
    Estragos provocados pela guerra em Mariupol, na Ucrânia Reuters

    Felipe Romeroda CNN*

    “O presidente russo, Vladimir Putin, está cometendo crimes de guerra na Ucrânia e mais sanções são a única maneira de detê-lo”, disse o primeiro-ministro tcheco Petr Fiala, nesta segunda-feira (21), em postagem no Twitter.

    “O exército russo devastou Mariupol, na Ucrânia. O mundo inteiro vê que pessoas inocentes estão morrendo por causa dessa guerra”, escreveu Fiala. “Devemos continuar pressionando por uma abordagem clara e unida à Rússia e mais sanções, é a única maneira de deter Putin”, concluiu.

    O Ocidente tem aplicado sanções à Rússia e a cidadãos do país próximos a Vladimir Putin nas últimas semanas. Apesar de já impactar a população russa, as medidas não têm sido eficazes no propósito de frear a ofensiva russa.

    “No fim das contas, isso reforçará nossa independência, autossuficiência e soberania”, declarou o presidente, em reunião governamental no começo de março. Putin aposta que essas punições irão beneficiar a Rússia e Belarus: “os últimos anos mostraram que onde os ocidentais impuseram restrições contra nós, adquirimos novas competências e restauramos as antigas em um novo nível tecnológico.”

    Na última semana, a Rússia adotou uma política de “reciprocidade”, proibindo o presidente Joe Biden e altos funcionários dos EUA de entrar no país, além de ameaçar sanções econômicas a cidadãos e empresas de países aliados a Otan.

    Apesar dos ataques não diminuírem, o chefe da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que as sanções econômicas têm “ferido a máquina de guerra.” Já o Kremlin, afirma que apesar das medidas econômicas, o governo russo está disposto a conversar com o governo dos EUA.

    China

    Os Estados Unidos preparam uma série de sanções à China, caso o país forneça ajuda militar e econômica à Rússia, segundo informações de funcionários do governo dos EUA. O gigante asiático tem se posicionado de forma neutra, embora especialistas vejam essa como uma posição de apoio aos russos.

    “Na fala de muitas autoridades chinesas não há uma condenação direta às ações russas, não há o uso do termo “invasão”, avalia o professor da USP, Felipe Loureiro, em entrevista à CNN.

    *com informações de Jason Hovet e Alex Richardson, da Reuters