Guia COP 30: onde comer em Belém por Daniela Filomeno

Sabores amazônicos, tradições e novos endereços: Daniela Filomeno revela seus endereços prediletos bem em Belém

Daniela Filomeno, do Viagem & Gastronomia
Daniela Filomeno no Muamba Bar, em Belém
Daniela Filomeno em Belém, onde turismo gastronômico é forma de entender o território paraense  • CNN Viagem & Gastronomia
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A primeira vez que senti a umidade da floresta era uma jovem viajante. A Amazônia sempre me fascinou e encontrar este patrimônio me transformou para sempre. Muita gente pode não achar fácil o calor escaldante, as chuvas torrenciais, a umidade ou os sabores “incomuns”. A biodiversidade pode não ser novidade, mas suas camadas revelam algo muito além: a sobrevivência do planeta.

Povos originários, comunidades ribeirinhas, ancestralidade e legado — com seus sabores e saberes — são a chave para essa transformação. A floresta vale mais em pé do que deitada, e a bioeconomia, mola propulsora da preservação, deve ser um pilar também do nosso turismo e gastronomia.

O Pará é a Amazônia e é o Brasil que todos precisam conhecer. Belém é o coração da floresta, banhada por rios e ilhas que permitem vivê-la na pele. Falar de suas causas sem provar açaí, tacacá, pato no tucupi ou maniçoba não faz sentido.

 

Depois de tantas visitas a Belém, e com o coração oficialmente paraense, posso dizer que escolher onde comer por aqui nunca é tarefa fácil. A cidade é um verdadeiro banquete vivo. Ainda assim, há lugares aos quais sempre volto e que recomendo de olhos fechados.

No Celeste, a chef Esther Weyl traduz a Amazônia em alta gastronomia, com pratos que equilibram delicadeza e potência. No Puba, os chefs Thiago Castanho e Thiago Pelaes, apresentam um Pará contemporâneo e leve, do menu à carta de drinques.

Adoro a energia criativa — sem perder a tradição — do Santa Chicória, os drinques cheios de alma e sabores amazônicos do Muamba e o clima intimista da Casa Iga, onde, no casarão do século 19, a chef Oriana Bitar oferece um verdadeiro banquete para todos os sentidos.

Para a comida raiz, como uma bela caldeirada, o Remanso do Peixe, da família Castanho, é meu porto seguro. Assim como a Casa do Saulo, onde o chef Saulo Jennings resgata pratos tradicionais em um ambiente cheio de história.

E, para encerrar, o Mel & Sal, gelateria botânica com ingredientes naturais, é parada obrigatória.

Celeste: Rua Sen. Manoel Barata, 400 - Campina
Puba Bar: Rua Veiga Cabral, 649 – Cidade Velha
Santa Chicória: Av. Senador Lemos, 565 - Umarizal
Muamba Bar: Av. Governador Magalhães Barata, 62 - Nazaré
Casa Igá: Travessa Frei Gil de Vila Nova, 215 - Santa Maria de Belém
Remanso do Peixe: Travessa Barão do Triunfo, 2590 – Marco
Casa do Saulo Onze Janelas: Rua Siqueira Mendes, s/s - Cidade Velha
Mel & Sal Gelateria: Av. Sen. Lemos, 565 - Umarizal

 

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