Esporte em 2021: o ano de Rebeca, das mulheres, do surfe, do Palmeiras e do Galo

A delegação brasileira fez a melhor campanha do país em Olimpíadas com a força das mulheres e do Nordeste

Rebeca Andrade, campeã olímpica de ginástica
Rebeca Andrade, campeã olímpica de ginástica COB/CNN Arte

Douglas Vieiracolaboração para a CNN

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O Brasil entregou em um mesmo ano dois títulos do Campeonato Brasileiro de futebol, um ao Flamengo, em fevereiro, quando finalmente foi encerrado o torneio de 2020, atrasado pela interrupção da pandemia, e outro ao Atlético Mineiro, em dezembro, encerrando um jejum de 50 anos desde sua última conquista, em 1971.

Teve também dois títulos da Libertadores da América, ambos vencidos pelo Palmeiras, em janeiro, contra o Santos, pela atrasada edição de 2020, e em novembro, contra o Flamengo, na disputa deste ano.

Nas pistas, a F-1 teve um desfecho histórico em 12 de dezembro, com o primeiro título de Max Verstappen. O holandês, que disputou de forma acirrada a temporada inteira com Lewis Hamilton – dono de sete títulos na categoria –, estava com o vice-campeonato até a última volta do GP de Abu Dhabi, quando conseguiu uma ultrapassagem em cima do britânico para assumir a ponta e se consagrar como campeão.

Mas, independentemente da peculiaridade gerada no calendário brasileiro pela Covid-19 ou do desfecho espetacular da Fórmula 1, 2021 foi mesmo o ano das Olimpíadas de Tóquio 2020, iniciadas com um ano de atraso.

Uma edição disputada durante a maior crise sanitária da história e em um momento de crescimento exponencial das discussões sobre racismo, machismo, gênero, saúde mental, entre outros assuntos urgentes da sociedade.

E, nos Jogos que transcenderam o esporte e tiveram como marco uma tomada coletiva de consciência, o Brasil celebrou o fato de atletas mulheres e nordestinos terem sido os principais responsáveis pela melhor campanha da história da delegação brasileira – 21 medalhas conquistadas, sendo 7 delas de ouro.

Foi o ano de Rebeca Andrade, mulher, preta, primeira campeã olímpica da ginástica artística feminina do Brasil – dona também de uma medalha de prata –, homenageada no último dia 7 de dezembro, junto com o baiano Isaquias Queiroz, medalha de ouro na canoagem, com o Prêmio Brasil Olímpico de melhor atleta do ano, entregue pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

“São trajetórias que servem de exemplo de superação de adversidades pessoais, emocionais, físicas, que se transformam em referências para uma sociedade, para um país, através de suas conquistas”, afirmou à CNN o diretor de Esportes do COB, Ricardo Bichara.

Mas foi o ano também de o brasileiro descobrir que o país do futebol encaixa bem com o país do surfe e do skate, duas modalidades que estrearam em Olimpíadas criando novos ídolos brasileiros e trazendo grandes resultados.

Foi o ano de Ítalo Ferreira, nordestino, se tornar o primeiro campeão olímpico da história do surfe.

Rebeca e Ítalo, com trajetórias diferentes, resumem bem a participação brasileira e o que foi o espírito olímpico em 2021.

Confira abaixo a galeria dos medalhistas do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio

A consciência e a potência de Rebeca Andrade

[A consciência de que eu fiz história] acho que veio quando eu terminei as competições mesmo, quando eu consegui acompanhar tudo que o mundo inteiro estava falando sobre mim, estava achando sobre as minhas performances e sobre a pessoa que eu era, com as entrevistas e tudo mais. Mas foi quando eu voltei para o Brasil que eu tive certeza absoluta, porque foi uma loucura, teve até puxão de cabelo e tudo. Foi muito incrível, é uma coisa que eu sempre quis”, disse Rebeca à CNN.

Ao entender o tamanho que havia alcançado, a primeira campeã olímpica da história da ginástica artística feminina do Brasil sabia que seu lugar como uma mulher preta que entende profundamente a importância de sua conquista precisava incluir outras reflexões além do resultado.

Hoje, a gente tem uma voz muito mais forte, as pessoas não escutam por um ouvido e soltam pelo outro, querem entender, aprender, fazer igual. Isso é muito importante para a gente, é o que (nós, mulheres) queremos, igualdade. A gente não quer nada mais do que isso.

Rebeca Andrade

Rebeca desfruta deste momento tanto quanto de suas vitórias, com uma maturidade enorme para seus 22 anos, assim como a consciência de que precisa ser referência para outras garotas. Uma referência que ela mesmo teve no esporte e a faz entender a importância da representatividade.

“Saber que hoje posso inspirar tantas crianças, adolescentes e adultos também com muitas das minhas falas é importante. Sempre tive como inspiração a minha mãe para a vida e, dentro do esporte, a Daiane [dos Santos]. Eu sei o quanto é importante a gente ter alguém para se inspirar, para alcançar, para ter um sonho”, afirma.

“Eu amava a Dai, porque ela é preta, eu sou preta, e eu me identificava muito, porque na época a gente não via muito [a participação negra na ginástica]. Então, foi um dos pontos principais. Me inspirei muito na força da Dai, no carisma dela, na pessoa que ela é. A gente tem que querer isso, pegar as coisas boas das pessoas. Eu acho que fiz isso, por isso ela é tão importante para os momentos que estou vivendo hoje.”

Confira abaixo uma galeria com campeões do esporte em 2021

Outro tema frequente para Rebeca tem sido a saúde mental, que ficou bastante em voga no Japão, quando o mundo se preparava para ver Simone Biles entrar para a história com uma coleção de ouros na ginástica artística, mas se surpreendeu com as decisões da ginasta norte-americana de deixar a maior parte das provas de lado para lidar com questões ligadas ao seu estado emocional.

Simone disputou apenas uma final, na trave, onde ficou com o bronze. E Rebeca Andrade, que se tornou o principal nome da competição, não deixa de mencionar sua admiração pelo gesto da adversária.

“Eu imagino que não tenha sido nada fácil ter de abrir mão de estar numa Olimpíada, ainda mais sabendo de todo o potencial que ela tem. Para um atleta de alto rendimento, é muito complicado, porque a Olimpíada só acontece de quatro em quatro anos. Mas fiquei feliz por ela ter se colocado em primeiro lugar, e mais feliz ainda por no último dia ela ter conseguido fazer a série de trave dela e voltado com uma medalha”, disse, sobre o bronze conquistado por Biles, sua única medalha em Tóquio.

“Ela foi um exemplo. As pessoas acham que os atletas são heróis, mas somos pessoas normais, temos nossos problemas dentro e fora dos ginásios. Então é a forma como o mundo vê a gente que está mudando. E a gente precisou que a melhor ginasta do mundo passasse por um momento como esse, numa competição como uma Olimpíada, para as pessoas entenderem que a gente precisa cuidar da saúde mental.”

Em novembro, Rebeca repetiu a dobradinha de ouro e prata, dessa vez no Mundial de ginástica, também disputado no Japão. Mas não se apresentou no solo, modalidade em que, mesmo sem medalhas, fez sucesso na Olimpíada com a carismática coreografia ao som de “Baile de Favela”.

“A gente precisa cuidar da nossa saúde mental, do nosso corpo, da gente mesmo como um todo. E no Mundial eu fiz isso. Sabia que não precisava passar por um desgaste para fazer a série do solo porque os fãs queriam. Eu realmente queria muito, mas eu sabia que não aguentaria”, lembra Rebeca.

Ítalo Ferreira e a eternidade olímpica

O desempenho brasileiro no Japão também trouxe uma novidade na construção de seus ídolos a partir de duas modalidades estreantes, skate e surfe, que extrapolam o entendimento sobre disputas esportivas ao trazerem para as Olimpíadas um estilo de vida próprio, um lifestyle diferente da competitividade pura e simples dos esportes de alto rendimento.

Foi também o ano de o Brasil escrever de próprio punho uma importante página dos Jogos Olímpicos, com Ítalo Ferreira entrando para a história como dono da primeira medalha de ouro entregue a um surfista.

“Isso é muito louco. Quando eu estava embarcando no aeroporto de Guarulhos, um amigo falou: ‘Cara, você está indo para o maior evento do mundo. Você já competiu em todos os campeonatos, mas isso é fora do que você pode imaginar. Você vai lá e vai ter que ganhar esse campeonato, porque o teu nome vai estar para sempre na história, daqui 100, 200 anos, o mundo vai existir ainda e vai ter Olimpíada e ainda vão lembrar que você foi o primeiro cara a vencer a medalha de ouro no surfe’”, conta Ítalo à CNN sobre o nascimento do sonho olímpico.

“E é inimaginável mesmo. Eu acompanhava o Kelly Slater, o Mick Fanning, caras que inspiravam e têm vários mundiais. Até então meu sonho era ser campeão do mundo, até surgir a oportunidade de disputar uma Olimpíada. Vi essa oportunidade, e isso se fixou na minha mente de uma maneira que eu só pensava que precisava competir e ganhar porque iria marcar meu nome na história do surfe.”

Se a escolha do Comitê Olímpico Internacional por incluir skate e surfe era declaradamente uma tentativa de trazer um público mais jovem para o evento, no Brasil, a novidade teve exatamente este efeito, com o carisma das modalidades resultando em novos ídolos, como o fenômeno Rayssa Leal, a Fadinha, medalha de prata na categoria street do skate, e Ítalo Ferreira – ambos nordestinos, ela, de Imperatriz, no Maranhão; ele, de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte.

O Nordeste é uma potência, e há muitos exemplos de atletas que vão para cima independentemente das dificuldades, que só precisam de oportunidades

Ítalo Ferreira

“Quando pessoas que vêm desses lugares e batalharam bastante para chegar onde imaginaram estar, como o Isaquias [Queiroz], eu, a Rayssa [Leal], toda a galera que ganhou medalha, quando pessoas com essa vontade e esse desejo de conquistar algo têm uma oportunidade pela frente, elas não pensam em nada mais além de conquistar. As dificuldades dão força, dão o poder para chegar lá e destruir todo mundo”, brinca o surfista, que entendeu verdadeiramente seu novo posto de ídolo nacional ao voltar para casa.

“Antes de competir, eu estava acompanhando a Rayssa no skate e, com a prata dela, eu vi o quão grande foi aquilo, e pensei: ‘Caramba, estou no mesmo caminho. Imagina se eu ganho o primeiro ouro’. Eu não falava para ninguém, mas ficava imaginando”, lembra Ítalo.

“Mas eu não tinha noção de verdade até eu vencer e entrar na internet e ver o quão grande foi. Ou até eu ir em um restaurante e, quando eu me levantei, a galera toda bater palma para mim, tá ligado? Ainda fico em choque quando a galera me para na rua e começa a falar, e se emociona, olho no meu olho. É um negócio louco. É difícil ainda processar o quão especial foi essa vitória.”

Um espírito olímpico um pouco diferente e um Brasil potente

Concentração, foco e minutos de solidão antes de começar. Medalha conquistada, muita comemoração com a equipe técnica, seguida de cumprimentos quase sempre cercados de cordialidade com os adversários na prova.

Medalha no peito — e já devidamente mordida –, falta dar a última entrevista ainda no contexto da competição para, por fim, poder voltar para casa. Esse ritual faz parte de quase todos os eventos olímpicos.

Nas Olimpíadas de Tóquio, essa cerimônia foi novamente onipresente, mas houve algo de novo, ou resgatado, no espírito olímpico, que chamou a atenção dos brasileiros desde que movimentamos pela primeira vez o quadro de medalhas.

Foi em 25 de julho que o Brasil chegou a seu primeiro pódio no Japão, a prata de Kelvin Hoefler na prova de street do skate. Entre as muitas repercussões em torno da conquista, a atenção de muita gente nas redes sociais se voltou para algo que aconteceu nos instantes imediatamente seguintes à prova.

Ao sair da pista, o brasileiro foi cumprimentado efusivamente por um adversário peruano, Angelo Caro, que ficou em quinto lugar na disputa, mas estava por lá vibrando com as outras voltas, em vez de se lamentar por ter ficado sem medalha.

Ele vibrava como se fosse alguém do próprio país que tivesse subido no pódio, indo bem além dos cumprimentos cordiais e protocolares.

Rayssa Leal, medalhista de prata no skate street das Olimpíadas 2020
Rayssa Leal, a mais jovem medalhista do Brasil na história dos Jogos Olímpicos / Wander Roberto – 26.jul.2021/COB

Um dia depois, uma menina de apenas 13 anos, Rayssa Leal, dançava e sorria enquanto aguardava o momento de se apresentar na disputa feminina da mesma prova de Kelvin. Um jeito peculiar de se concentrar.

Em seguida, já confirmada como medalha de prata, Rayssa também foi celebrada por adversárias, e ela própria parabenizou afetuosamente a medalhista de ouro Momiji Nishiya, do Japão.

O skatista brasileiro Cristiano Mateus, que esteve nos Jogos como treinador da chilena Josefina Tapia, entende que o resultado dessa cultura não passa despercebido em nenhum contexto em que esteja inserido, seja pelo estilo de roupa até a forma de competir, entre outros fatores, desenvolvidos a partir da troca e do convívio.

“É mais legal andar de skate com amigos do que sozinho”, explica à CNN, sobre a troca afetuosa entre os competidores. “Todo mundo entra para ganhar, é o objetivo. É uma competição, e a Olimpíada foi a competição de skate em mais alto nível que eu já vi. Mas o skatista também está lá para se divertir.”

E o público brasileiro, que se divertiu com o ouro de Ítalo no surfe e as pratas de Rayssa, vencedora também do prêmio de espírito olímpico das Olimpíadas de Tóquio, Kelvin e Pedro Barros no skate vive a expectativa de ver o Brasil seguir como potência nas novas modalidades olímpicas, ambas confirmadas em Paris-2024.

Rebeca Andrade também conquistou o ouro no Mundial de ginástica / Filippo Tomasi /CBG/Divulgação

Mês a mês

Para além das Olimpíadas de Tóquio, os melhores momentos do esporte em 2021:

Janeiro. O começo do ano foi marcado pelo título do Palmeiras na Libertadores da América, que teve início em 2020, mas com a final, disputada contra o Santos, apenas em 2021 em virtude da pandemia, que paralisou competições pelo mundo todo.

Fevereiro. Após adiamentos em razão da pandemia em 2020, o Flamengo sagrou-se bicampeão brasileiro. A última vez em que o campeonato brasileiro havia invadido o ano seguindo foi em 2000, quando a Taça João Havelange, como foi o chamado o Brasileirão daquele ano, teve a final entre Vasco e São Caetano adiada para janeiro de 2001.

O mês também foi marcado por Tom Brady campeão do Super Bowl com o Tampa Bay Buccaneers, ampliando sua história como maior jogador da NFL. Foi o sétimo título conquistado por ele, o único atleta com essa marca na história do futebol americano.

Março. Em outra competição atrasada pela pandemia, o Palmeiras bateu o Grêmio por 2 a 0 e chegou ao quarto título da Copa do Brasil.

Com o continente em uma fase aguda da crise sanitária, as rodadas 5 e 6 das Eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de 2022 foram adiadas.

Abril. Com o avanço da vacinação no mundo, a Conmebol anunciou para junho a retomada do calendário das eliminatórias sul-americanas.

Palmeiras levantou duas Libertadores durante o ano de 2021 / ETTORE CHIEREGUINI/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Maio. O mês foi marcado por um imbróglio em torno da realização da Copa América 2021. Argentina e Colômbia desistiram de organizar o torneio por causa da pandemia. O Brasil, país que mais sofria com o coronavírus no continente, assumiu a competição.

O Campeonato Brasileiro de 2021 teve início, e, na Europa, o Chelsea conquistou pela segunda vez o título da Champions League, após vitória sobre o Manchester City por 1 a 0 na final.

Junho. A Copa América teve início no dia 11. Fora do futebol, a tenista japonesa Naomi Osaka, então favorita ao ouro nos Jogos Olímpicos, se manifestou sobre a saúde mental ao encerrar uma entrevista coletiva aos prantos nos EUA. O tema também dominaria as Olimpíadas. Foi também neste mês que foram confirmadas pelo Comitê Olímpico Internacional as limitações de público nos Jogos; 10 mil voluntários desistiram de trabalhar no torneio.

Julho. A Argentina venceu a Copa América em cima do Brasil, com uma vitória por 1 a 0 na final disputada no Maracanã, no dia 11 de julho. Foi o primeiro título de Messi com a camisa da seleção argentina principal.

A Itália quebrou um jejum de 53 anos e conquistou a Eurocopa. Depois de um empate em 1 a 1 com a Inglaterra, em Wembley, os italianos ganharam por 3 a 2 nos pênaltis.

No dia 23, começaram os Jogos Olímpicos de Tóquio, com uma cerimônia de abertura discreta depois de uma série de polêmicas como a demissão do diretor do espetáculo inaugural da competição, por conta de uma piada com o Holocausto, e o crescente número de casos de Covid-19 em Tóquio.

Com a competição rolando, a ginasta norte-americana Simone Biles, candidata a estrela dos Jogos, anunciou que ficaria fora de várias competições por conta de questões com sua saúde mental.

Agosto. As Olimpíadas chegaram ao final com o Brasil conquistando seu melhor resultado na história e consagrando Rebeca Andrade como grande nome da delegação, com um ouro e uma prata. Ela foi o grande nome da ginástica artística dos Jogos e fechou sua participação como porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de encerramento.

Os Jogos refletiram a maior crise sanitária da história e as discussões de pautas raciais e de gênero no mundo. Os Jogos tiveram os primeiros atletas trans na história. A delegação brasileira festejou ainda o recorde de medalhas conquistadas por mulheres. No quadro de medalhas, os Estados Unidos ficaram à frente da China, com apenas uma medalha de ouro de vantagem.

Fora da Olimpíada, o futebol teve um dia histórico com a saída de Messi do Barcelona. O jogador, que nunca havia jogado em outro clube, assinou com o PSG. Seu grande rival na carreira, Cristiano Ronaldo, também trocou de time: deixou a Juventus, da Itália, e voltou ao Manchester United, que o projetou mundialmente.

Virada sobre o Bahia em Salvador encerrou o jejum de 50 anos do Atlético Mineiro no Campeonato Brasileiro / Foto: SAN JR/UAI FOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Setembro. Após a imposição de restrições por algumas federações europeias, especialmente da Inglaterra, um imbróglio envolvendo jogadores argentinos provocou a intervenção da Anvisa no início da partida entre Brasil e Argentina na Neo Química Arena, em São Paulo, pelas Eliminatórias. O jogo, suspenso, ainda não foi disputado e segue sem definição sobre o que será feito.

O mês também foi marcado pelo terceiro título mundial de Gabriel Medina no surfe, deixando para trás o resultado decepcionante nos Jogos de Tóquio, quando terminou sem medalha.

Outubro. Campeã olímpica, Rebeca Andrade repetiu dobradinha de ouro e prata em mundial de ginástica disputado também no Japão. Foi a primeira medalha de ouro feminina no mundial desde o feito de Daiane dos Santos, em 2003. Ela também se tornou a primeira ginasta do Brasil a ganhar duas medalhas em uma única edição de um Mundial.

Novembro. O Athlético Paranaense faturou o título da Copa Sul-Americana com um vitória de 1 a 0 sobre o Bragantino, em Montevidéu.

O Palmeiras conquistou o bicampeonato da Libertadores, agora em final contra o Flamengo, também disputada no Uruguai. Entre um título e o outro palmeirense na competição passaram-se apenas 301 dias.

Dezembro. O holandês Max Verstappen foi campeão mundial de F-1 em uma disputa emocionante com o heptacampeão inglês Lewis Hamilton.

No Brasil, o mês em que a tradição católica reserva para o Natal a celebração da Missa do Galo viu a emoção quase religiosa do torcedor do Atlético Mineiro, o Galo, ao comemorar o título de campeão brasileiro de 2021, 50 anos após a conquista de 1971. E, para fechar a temporada histórica, o time mineiro levou o bicampeonato da Copa do Brasil em cima do Athlético-PR.

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